Sociedade | 24-03-2026 21:00

Três dezenas de trabalhadores dormem em anexo de restaurante em Santarém

Três dezenas de trabalhadores dormem em anexo de restaurante em Santarém

Uma operação da PSP de Santarém detectou cerca de 30 trabalhadores de um restaurante situado na zona industrial da cidade a pernoitar num anexo em condições pouco dignas, num caso que levanta dúvidas sobre a fiscalização de habitabilidade e salubridade em superfícies deste sector.

Uma operação nocturna da PSP de Santarém num restaurante situado na zona industrial de Santarém trouxe a público uma realidade habitualmente vivida nos grandes centros urbanos. Cerca de três dezenas de trabalhadores estão, segundo apurou O MIRANTE junto de fonte policial, a pernoitar num anexo do estabelecimento, em condições consideradas pouco dignas, sobretudo ao nível do espaço disponível e da separação entre o local de descanso e a área onde são servidas refeições. O caso levanta dúvidas sobre situações de promiscuidade laboral e habitacional que continuam a existir.
A acção policial decorreu durante a última semana, de noite, e mobilizou dezenas de elementos da PSP de Santarém. A dimensão da operação demonstra que as autoridades encararam a situação com seriedade, perante indícios que justificavam uma intervenção no local. Segundo foi possível apurar, os trabalhadores estariam instalados num anexo contíguo ao edifício principal do restaurante, onde funciona o buffet, num cenário que suscita preocupações não apenas do ponto de vista da dignidade humana, mas também em matéria de salubridade, segurança e condições mínimas de habitabilidade. A proximidade entre o espaço de repouso dos trabalhadores e a zona de restauração é o aspecto considerado mais grave. Mesmo sem serem ainda conhecidos, em detalhe, os contornos legais da situação, o que está em causa é o facto de existirem dezenas de pessoas a dormir em instalações de dimensão muito reduzida onde praticamente só cabe um colchão, para além de não existirem instalações sanitárias adequadas para o elevado número de pessoas.
O MIRANTE soube, entretanto, que, após a operação policial, a empresa terá realizado alterações no local, nomeadamente ao nível da separação física entre o anexo e o restaurante onde são servidas as refeições. Ainda assim fica por esclarecer se essas alterações resolvem o essencial da questão: as condições em que vivem os trabalhadores.
Até ao fecho desta edição, não foi possível obter uma posição oficial da PSP. O MIRANTE contactou o gabinete de relações públicas do Comando Distrital de Santarém, mas não recebeu qualquer resposta.

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