Entroncamento avança com mais de 50 câmaras para reforçar segurança na cidade
Câmara do Entroncamento quer pôr a cidade debaixo de olho com a instalação de 55 câmaras de videovigilância, num investimento de 200 mil euros que promete reforçar a prevenção da criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.
A Câmara do Entroncamento deu mais um passo na aposta na segurança urbana ao formalizar um protocolo com a PSP para a instalação de um sistema de videovigilância com 55 câmaras. O investimento ronda os 200 mil euros e pretende reforçar a prevenção da criminalidade, aumentar a sensação de segurança da população e apoiar a actuação policial em pontos considerados mais sensíveis da cidade. O protocolo, assinado na segunda-feira, 24 de Março, estabelece as bases de cooperação entre o município e a Polícia de Segurança Pública para a utilização e manutenção do sistema. A implementação efectiva das câmaras fica, no entanto, dependente de parecer favorável da Comissão Nacional de Protecção de Dados, seguindo-se depois o lançamento do concurso público e a adjudicação da obra.
Segundo o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, eleito pelo Chega em Outubro de 2025 e a cumprir o primeiro mandato, o processo deverá ficar concluído dentro de cerca de cinco meses. O autarca explicou à Lusa que as câmaras deverão abranger praticamente todo o centro histórico, entradas e saídas da cidade e outras zonas de maior afluência, identificadas em articulação com a PSP como locais mais sensíveis. Inicialmente previsto para apenas 14 câmaras, o projecto foi revisto pelo actual executivo e ampliado para 55 equipamentos, elevando também o investimento para cerca de 200 mil euros, verba que já se encontra inscrita no orçamento municipal. Nelson Cunha sublinha que a videovigilância não substitui o policiamento de proximidade, mas funciona como complemento ao trabalho das forças de segurança e como factor de dissuasão de comportamentos ilícitos.
A gestão do sistema será partilhada entre a administração central e o município. A componente tecnológica ficará sob tutela da Administração Interna, enquanto a manutenção dos equipamentos será assegurada pela autarquia. A medida insere-se numa estratégia mais alargada de segurança urbana, que inclui ainda a intenção de criar uma polícia municipal e de requalificar a antiga sede da PSP para receber serviços ligados à protecção civil e à fiscalização. Para o executivo, o objectivo passa por reforçar a confiança de quem vive, trabalha ou investe no concelho.


