Sociedade | 27-03-2026 12:00

Comandantes do Médio Tejo juntam-se contra fim do comando sub-regional

Comandantes do Médio Tejo juntam-se contra fim do comando sub-regional

Uma dezena de comandantes de corporações de bombeiros do Médio Tejo saíram em defesa do actual modelo sub-regional de Protecção Civil, considerando que a sua eventual extinção seria um erro com consequências na coordenação do socorro.

Dez comandantes de bombeiros do Médio Tejo vieram esta quinta-feira, 26 de Março, a público defender a manutenção do comando sub-regional de Protecção Civil, numa tomada de posição em que destacam as vantagens do modelo em vigor e avisam que qualquer alteração representará um retrocesso operacional. A posição surge na sequência das notícias sobre uma eventual reorganização da Protecção Civil e dos bombeiros e retoma o conteúdo de uma carta aberta enviada em Fevereiro de 2025. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Sardoal, Nuno Morgado, foi peremptório: “o comando sub-regional do Médio Tejo funciona bem. A proximidade, a organização e o despacho de meios são eficazes, integrando municípios e comunidades intermunicipais”, disse.
Com sede em Vila Nova da Barquinha, o comando sub-regional do Médio Tejo abrange 11 municípios do distrito de Santarém: Abrantes, Alcanena, Caxarias, Entroncamento, Fátima, Ferreira do Zêzere, Minde, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha. Os comandantes lembram que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo investiu, nos últimos anos, cerca de cinco milhões de euros em viaturas, embarcações e equipamentos, reforçando a capacidade de resposta das corporações da região. Defendem, por isso, que não faz sentido alterar uma estrutura que, dizem, tem demonstrado eficácia no terreno.
Na carta agora reenviada ao Presidente da República, ao ministro da Administração Interna e à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, os subscritores alertam para o perigo de “nivelar por baixo” o sistema com base em falhas pontuais registadas noutras zonas do país. Sustentam que, em vez de desmantelar modelos que funcionam, o caminho deveria passar por replicar boas práticas. Os responsáveis frisam ainda que a Proteção Civil não se esgota no combate aos incêndios, envolvendo também acidentes, cheias, inundações e outras ocorrências que exigem resposta rápida, articulada e próxima das populações. A carta é assinada pelos comandantes de Abrantes, Caxarias, Entroncamento, Fátima, Ferreira do Zêzere, Minde, Vila Nova da Barquinha, Alcanena, Sardoal e Tomar. Os comandantes de Ourém, Torres Novas, Constância e Mação ficaram de fora do documento.

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