Sociedade | 27-03-2026 13:35

Falsos funcionários bancários fazem vítimas no distrito de Santarém

telemovel seguranca burla
foto ilustrativa

Chamadas em nome de bancos, histórias de cartões clonados e contas em risco estão a ser usadas para enganar vítimas e retirar-lhes dinheiro. GNR registou três denúncias em 2025 no distrito de Santarém.

As burlas por falsos funcionários bancários fizeram vítimas no distrito de Santarém. Os burlões apresentam-se ao telefone como trabalhadores de bancos ou de outras entidades oficiais, falam em movimentos suspeitos, cartões clonados ou acessos indevidos ao MBWay e, a partir daí, tentam levar as vítimas a fornecer dados ou a autorizar operações que acabam por lhes esvaziar a conta. Segundo dados fornecidos a O MIRANTE pelo Comando Territorial de Santarém da GNR, em 2025 foram registadas três denúncias por burla por falso funcionário de instituições bancárias. As vítimas tinham idades entre os 50 e os 73 anos.
De acordo com a GNR de Santarém, este tipo de crime enquadra-se nas chamadas “burlas por falso funcionário”, praticadas através de contacto telefónico. Depois de se identificar como alegado funcionário bancário, o burlão constrói uma narrativa credível para criar alarme e pressionar a vítima a agir de imediato. Entre os argumentos mais usados estão alegadas transferências que precisam de ser anuladas, cartões supostamente clonados ou acessos indevidos à conta MBWay. As autoridades alertam que o objectivo é quase sempre o mesmo: obter dados pessoais, códigos de segurança ou convencer a vítima a realizar operações bancárias sob pretexto de proteger a conta, quando na verdade está a entregar o controlo do seu dinheiro ao criminoso.
A GNR aconselha a confirmar sempre este tipo de contactos junto do banco ou do gestor de conta, a não partilhar dados pessoais por telefone e a nunca facultar números de cartões de débito ou crédito. Entre os cuidados recomendados estão ainda evitar divulgar informação pessoal em redes sociais ou sites públicos, criar palavras-passe fortes e diferentes para cada conta, activar a autenticação de dois factores, não utilizar redes Wi-Fi públicas para operações sensíveis, desconfiar de links enviados por e-mail e manter o antivírus actualizado. Segundo a Polícia Judiciária e o Centro Nacional de Cibersegurança, trata-se de uma das formas de crime digital com crescimento mais rápido em Portugal, num fenómeno que tem vindo a alargar-se e a fazer cada vez mais vítimas.

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