Sociedade | 28-03-2026 07:00

Bloco de Esquerda de Santarém reivindica investimentos e critica problemas que se arrastam

Bloco de Esquerda de Santarém reivindica investimentos e critica problemas que se arrastam

O reduzido investimento público no distrito de Santarém nas últimas décadas as obras prometidas que não saem do papel foram lembrados num comunicado crítico do BE.

O Bloco de Esquerda ficou praticamente sem representatividade no distrito de Santarém mas não perdeu espírito crítico e, em comunicado, apelou ao cumprimento de promessas por parte do poder central e local e criticou o reduzido investimento público que tem sido feito na região. “(…) o distrito de Santarém continua há mais de 26 anos sem ver concretizada uma obra estrutural relevante, desde a construção da Ponte Salgueiro Maia. Este longo período de ausência de investimento não pode continuar a ser ignorado, nem pode contar com a complacência dos sucessivos eleitos locais”, refere o Bloco de Esquerda (BE) de Santarém.
Ficando-se especificamente na cidade de Santarém, o BE afirma que a situação de instabilidade das barreiras “arrasta-se há décadas, com sucessivos anúncios e promessas que nunca se concretizam” e questiona se será necessário esperar por uma tragédia para que finalmente se avance com uma solução definitiva.
O Bloco considera que a estação de caminho-de-ferro continua a ser outro problema antigo, que se agrava de ano para ano. “Os prejuízos para os e as utilizadoras são evidentes, tal como os constrangimentos nas vias de acesso e nas passagens de nível. Da parte da câmara municipal sucedem-se anúncios, por vezes contraditórios, mas continua sem existir um plano claro e calendarizado”, acusa o partido.
A ETAR de Santarém é indicada como “outro exemplo de uma necessidade amplamente reconhecida e sucessivamente adiada”, acrescentando que a sua modernização infraestrutura é fundamental. Para o BE, também a Biblioteca Municipal enfrenta problemas recorrentes que colocam em causa a preservação de um importante património colectivo. “Pensar o futuro de Santarém implica investir numa biblioteca moderna, com condições adequadas e preparada para responder às necessidades atuais e futuras da população”, vincam.
O Bloco de Esquerda defende ainda que Santarém, enquanto capital de distrito e município que preside à Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, deve assumir uma visão mais ampla e trabalhar em conjunto com os restantes concelhos para resolver constrangimentos estruturais, como a ausência de uma nova ponte sobre o Tejo e a construção da A13 entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha. “Recorde-se que esta obra, prometida pelo menos desde 2002, foi considerada pelo actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante a campanha eleitoral de 2024, como um escândalo por ainda não estar concluída, afirmando que os estudos existem e que os projetos estão feitos”, recorda o BE.

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