Sociedade | 28-03-2026 12:00

Falsos alarmes de gás levam a intervenção em escola de Alcanena

Falsos alarmes de gás levam a intervenção em escola de Alcanena
foto dr

Sistema da EBI Dr. Anastácio Gonçalves será trocado nas férias da Páscoa, depois de vários disparos indevidos que alarmaram pais, alunos e professores.

A Câmara de Alcanena vai substituir o sistema de alarme da Escola Básica Integrada Dr. Anastácio Gonçalves, na sequência de vários falsos alertas de fuga de gás que, nas últimas semanas, geraram preocupação entre pais, alunos, professores e funcionários. A intervenção deverá decorrer durante a interrupção lectiva da Páscoa, entre 1 e 10 de Abril. O assunto foi levado à reunião de câmara de 16 de Março pelo vereador Samuel Frazão (PS), que questionou o executivo sobre a forma como o município tenciona resolver uma situação que se tem repetido este mês e que tem contribuído para aumentar a intranquilidade na comunidade escolar.
Em resposta, a vereadora da Educação, Clara Batista, garantiu que a autarquia tem acompanhado o caso e promovido várias diligências, incluindo inspecções realizadas por duas entidades externas. Segundo a autarca, todos os relatórios técnicos produzidos até ao momento confirmam que não foi detectada qualquer fuga de gás nas instalações da escola. Clara Batista reconheceu, no entanto, que o impacto dos falsos alarmes vai além da questão técnica, devido à ansiedade gerada e à circulação de informações incorrectas. “Todas as diligências estão a ser comunicadas, quer aos pais, quer ao agrupamento, no sentido de todos tranquilizarem-se”, afirmou.
Samuel Frazão referiu ainda que alguns encarregados de educação relataram que crianças e até adultos terão sentido cheiro a gás no recinto escolar. A vereadora rebateu essa percepção, sustentando que não existe correspondência entre esses relatos e os resultados das avaliações técnicas efectuadas, classificando a situação como “anómala”. A responsável acrescentou também que não há registo de incidentes de saúde nem qualquer intervenção da saúde escolar relacionada com os episódios. Referiu ainda que a directora do agrupamento reuniu com professores e funcionários para esclarecer o que se passou e pedir serenidade. “As crianças têm indisposições como qualquer outra pessoa e o incidente reportado de que uma professora tinha desmaiado aconteceu dois dias depois do alarme ter tocado. Nos dias em que tocou o alarme não há reporte de queixas de saúde e, de qualquer forma, as pessoas têm o direito a sentir-se mal sem isso estar relacionado com o incidente, até porque, como disse, não há reporte de fuga de gás”, esclareceu Clara Batista.
Para pôr fim ao problema, o município e o agrupamento de escolas acordaram avançar com uma intervenção de fundo durante as férias da Páscoa, que inclui a substituição do sistema de alarme. Durante esse período, os alunos serão transferidos para o Jardim de Infância de Alcanena, permitindo que os trabalhos decorram em segurança e sem perturbações lectivas.

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