Sociedade | 28-03-2026 11:48

Falta de médicos e tempos de espera acima do desejável marcam Unidades Locais de Saúde da região

Falta de médicos e tempos de espera acima do desejável marcam Unidades Locais de Saúde da região

Estuário do Tejo e Médio Tejo entre as situações mais críticas, Lezíria destaca-se na gestão financeira. Estudo da Entidade Reguladora da Saúde traça o primeiro grande retrato das Unidades Locais de Saúde e mostra que a reforma do SNS criou um modelo mais integrado mas ainda com problemas estruturais importantes.

A implementação das Unidades Locais de Saúde (ULS) revelou fortes desigualdades no acesso a cuidados de saúde, falta de médicos em várias regiões do país e tempos de espera elevados, segundo um estudo publicado este mês pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
O relatório analisou o desempenho das 39 ULS de Portugal continental após a reorganização introduzida em 2023, que integrou centros de saúde, hospitais e cuidados continuados numa única entidade responsável pela prestação de cuidados de saúde a cada região.
Entre as situações mais preocupantes identificadas pelo estudo estão as Unidades Locais de Saúde do Estuário do Tejo e do Médio Tejo, que apresentam alguns dos rácios mais baixos de médicos nos cuidados de saúde primários em todo o país.
Segundo a análise da ERS, estas ULS têm menos de 0,5 médicos por mil habitantes, valores abaixo da média nacional (0,73). Os números indicam que o Estuário do Tejo tem cerca de 0,48 médicos por mil habitantes e o Médio Tejo cerca de 0,49 médicos por mil habitantes.
Estas unidades combinam baixa dotação médica com populações elevadas, o que resulta em maior pressão sobre os serviços de saúde.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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