Sociedade | 29-03-2026 18:00

“Obras das Piscinas da Chamusca envergonham o município”

“Obras das Piscinas da Chamusca envergonham o município”

Seis anos depois de terem fechado portas, as Piscinas Municipais da Chamusca continuam sem data certa para reabrir, presas a uma sucessão de erros, correcções técnicas e novas exigências eléctricas que levaram o actual presidente da câmara, Nuno Mira, a admitir que a obra “envergonha o município”.

As obras de requalificação das Piscinas Municipais da Chamusca continuam envoltas em polémica e sem data para reabertura. Na última sessão camarária, num ponto que dizia respeito à empreitada, o actual presidente da câmara, Nuno Mira, endureceu o tom em relação ao anterior executivo e chegou mesmo a afirmar que as intervenções “envergonham o município”, responsabilizando falhas de planeamento, de articulação técnica e decisões erradas tomadas no passado.
O tema também voltou a marcar o debate político local na última sessão da assembleia municipal, colocando frente a frente Nuno Mira e o ex-presidente da câmara Paulo Queimado. Perante críticas e dúvidas sobre o arrastar da obra, o actual presidente respondeu dizendo que herdou um processo mal estruturado e mal acompanhado, com problemas que, garante, só agora se tornaram totalmente evidentes. Dias depois, na reunião de câmara, Nuno Mira reforçou a ideia de que houve “falta de comunicação entre projectistas, responsáveis pela obra e município”, numa leitura que coincide com o historial de “erros e omissões” noticiado por O MIRANTE ao longo dos últimos anos. Esses problemas obrigaram o município a aprovar trabalhos complementares para corrigir falhas detectadas já em fase de execução da empreitada.
Nuno Mira defende que a obra foi dividida por fases de forma incoerente, condicionando decisões técnicas que hoje comprometem o funcionamento do edifício. O presidente da câmara explicou também, em reunião do executivo, que a potência eléctrica prevista para a fase dois não chega para assegurar o funcionamento das piscinas. Segundo o autarca, quando foi executada a fase um partiu-se do princípio de que os balneários funcionariam a gás. No entanto, a candidatura da nova fase não permite essa solução, obrigando a que todo o edifício funcione com base em energia eléctrica. Essa alteração implica agora a instalação de um novo posto de transformação de 315, cuja montagem poderá atrasar a conclusão da empreitada por cerca de um ano, apesar de a obra estar, nas palavras de Nuno Mira, “praticamente concluída”.

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