Sociedade | 30-03-2026 16:45

12 mil assinaturas recolhidas contra encerramento das urgências em VFX

12 mil assinaturas recolhidas contra encerramento das urgências em VFX
Foto CMVFX

A recolha das assinaturas, em grande número, garante agora que o tema será obrigatoriamente discutido em plenário parlamentar.

Os autarcas da região de Vila Franca de Xira entregaram na última semana, na Assembleia da República, uma petição pública que reuniu perto de 12 mil assinaturas em defesa da manutenção e melhoria da Urgência Obstétrica do Hospital Vila Franca de Xira.
A urgência, recorde-se, encerrou portas em Março e foi concentrada no vizinho Hospital Beatriz Ângelo em Loures, situação que tem motivado queixas e protestos de autarcas e utentes.
A recolha das assinaturas, neste número, garante agora que o tema será obrigatoriamente discutido em plenário parlamentar. A petição, intitulada “Pela Manutenção e Melhoria da Urgência Obstétrica do Hospital de Vila Franca de Xira”, foi formalmente entregue por uma comitiva composta pelos presidentes de câmara de Alenquer, João Nicolau, de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, e de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, todos socialistas. Esteve também presente a vereadora Ana Coelho, da Câmara Municipal da Azambuja. Ausente esteve a presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira (PSD).
A delegação de autarcas foi recebida pelo vice-presidente da Assembleia da República, Marcos Perestrello. No final da entrega, Fernando Paulo Ferreira destacou que o principal objectivo desta fase foi alcançado. “Estamos agora a preparar, juntamente com os autarcas da Península de Setúbal, o envio de pedidos de audiência a todos os grupos parlamentares já na próxima semana”, afirmou.
O autarca ribatejano sublinhou a importância de levar ao Parlamento a preocupação generalizada das populações afectadas pelo encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia. Segundo explicou, a intenção é dar voz “ao sentimento da vasta população da margem norte e da margem sul do rio Tejo” face àquilo que considera ser uma degradação dos serviços de saúde na região.
Fernando Paulo Ferreira criticou também as políticas do Governo no sector, acusando o ministério da saúde de encerrar serviços sob o argumento de resolução de problemas. “É preciso combater a atitude do Governo de encerrar serviços dizendo que está a resolver problemas. Pode estar a resolver na folha de Excel do Ministério da Saúde, mas está a criar enormes dificuldades às populações”, afirmou. O autarca já tinha dito anteriormente estar muito preocupado com a situação, temendo que a situação actual venha a ser uma antecâmara para o encerramento definitivo da maternidade do hospital, que continua a funcionar mas apenas para os partos programados.
A entrega das assinaturas, recolhidas tanto em formato digital como em papel, marcou o novo passo na contestação local, num processo que deverá agora ganhar dimensão nacional com a discussão parlamentar do tema.

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