Sociedade | 30-03-2026 21:00

Centro de Dia do Semideiro custou 300 mil euros mas está fechado há três anos

universidade senior idoso estudar escrever
foto ilustrativa

Pago na totalidade pela Câmara da Chamusca e apontado como resposta social para a população envelhecida do Semideiro, o centro de dia instalado na antiga escola primária continua sem funcionar três anos depois da sua inauguração.

O Centro de Dia do Semideiro, inaugurado em Julho de 2023 na antiga escola primária da aldeia, custou cerca de 300 mil euros e foi integralmente suportado pela Câmara da Chamusca. Pensado como uma resposta de proximidade para a população envelhecida da freguesia de Ulme, o equipamento acabou, no entanto, por esbarrar num problema que se repete em muitos territórios do interior: há instalações, há condições, mas faltam utentes e recursos humanos para justificar a sua abertura. O espaço foi criado como extensão do Centro de Dia de Ulme e ficou sob gestão da CASULME – Centro de Apoio Social de Ulme. Na altura da inauguração, a autarquia, presidida por Paulo Queimado, apresentou a valência como um investimento estratégico para servir cerca de 400 pessoas residentes no Semideiro e lugares envolventes.
Foi precisamente esse impasse que o presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira, expôs na última sessão camarária. O autarca revelou que visitou recentemente as instalações e descreveu o centro de dia como um espaço com “condições extraordinárias”, sublinhando, porém, que o edifício continua sem utilidade prática por falta de recursos humanos e também de utentes, o que inviabiliza, para já, a abertura de mais uma resposta social no concelho. Perante esse cenário, Nuno Mira admitiu que o município está à procura de uma nova função para o imóvel. O presidente da câmara disse já ter reunido com o presidente da junta, Mário Ferreira, para avaliar alternativas e encontrar uma solução que permita rentabilizar um equipamento público que representou um investimento avultado para os cofres municipais. “Temos de encontrar uma forma de utilizar o espaço”, assumiu, deixando claro que a autarquia não quer ver o edifício transformado num “elefante branco” no coração da aldeia. Para a Câmara da Chamusca, segundo Nuno Mira, o desafio passa por evitar que um investimento feito com dinheiros públicos fique parado, encontrando para o espaço uma utilidade capaz de responder às necessidades da população.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal