Sociedade | 31-03-2026 10:00

LNEC vai começar a avaliar casas destruídas em Arruda dos Vinhos

LNEC vai começar a avaliar casas destruídas em Arruda dos Vinhos

Técnicos do laboratório de engenharia civil vão começar a fazer avaliações no terreno para avaliar edificado danificado no comboio de tempestades de Fevereiro. Meia centena de pessoas do concelho ficou desalojada.

Os técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) vão começar a fazer avaliações no concelho de Arruda dos Vinhos a partir de Abril, incluindo estudos geotécnicos para avaliar da situação estrutural das várias dezenas de casas afectadas pelo mau tempo de Fevereiro, que deixaram 50 pessoas desalojadas.
A informação foi avançada pelo presidente do município, Carlos Alves (PS), em reunião de câmara, confirmando que o município já teve inclusivamente uma reunião preparatória com o LNEC para definir linhas de acção. “Em alguns locais, como no Lapão, vão aferir da situação geotécnica das casas, para sabermos se será possível reconstruir algumas ou não, para depois avaliarmos também o que fazer de seguida”, explicou. Além do Lapão outros locais, como a Mata, vão também ser alvo de avaliação do LNEC.
O concelho, recorde-se, foi um dos mais afectados no comboio de tempestades de Fevereiro, que deixaram um rasto de destruição no território, sobretudo ao nível das estradas. A maioria das pessoas desalojadas ainda não teve autorização para voltar às suas casas. Recentemente os autarcas de Arruda dos Vinhos aproveitaram a visita ao concelho do presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), Miguel Cruz, para deixar um aviso claro: é também urgente avançar com as obras nas principais estradas nacionais e não deixar que o processo adormeça. No concelho os danos causados pelas tempestades, como O MIRANTE deu nota, já são superiores ao orçamento municipal, estimando-se prejuízos acima dos 25 milhões de euros. Carlos Alves, presidente do município, já tinha pedido celeridade ao Governo nas transferências de verbas que possam auxiliar o município a pagar algumas das reparações que o território necessita.
O executivo deliberou mesmo a criação de um Fundo Municipal de Emergência, que permitirá a atribuição de subsídios a fundo perdido a famílias com baixos rendimentos, idosos e pessoas com deficiência afectadas, bem como a distribuição de bens essenciais, a disponibilização urgente de alojamento temporário e a prestação de apoio psicológico através de consultas gratuitas de apoio emocional às famílias atingidas. Para acompanhar esta situação de forma estruturada, será criada uma equipa de missão dentro da autarquia, dedicada exclusivamente à coordenação e monitorização das respostas.
“Estamos a pagar tudo o que está a ser feito, não há um cêntimo que nos tenha chegado do poder central. É com o dinheiro dos arrudenses que isto está a ser pago. Isto só avança com capacitação financeira do Governo ou então temos de ir à banca e pedir dinheiro emprestado. O orçamento municipal na íntegra não é suficiente para recuperar o concelho. Começo a fazer contas e pergunto como é que isto se vai pagar”, avisava o autarca.
Arruda dos Vinhos está entre os 22 concelhos abrangidos pelo despacho do Governo que os equipara aos outros 68 municípios que estavam em situação de calamidade, tendo acesso aos mesmos apoios e medidas de excepção. Isso permitirá que a população afectada possa começar a apresentar candidaturas para poder reconstruir as suas habitações, por exemplo.

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