Sociedade | 31-03-2026 18:00

Luís Ribeiro abre novo ciclo nos Bombeiros de Rio Maior com alerta para falta de voluntários

Luís Ribeiro abre novo ciclo nos Bombeiros de Rio Maior com alerta para falta de voluntários
Isaura Morais mantém-se como presidente da assembleia. Luís Ribeiro é o novo presidente da direcção e José Anes é do conselho fiscal - foto O MIRANTE

Nova direcção dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior tomou posse com um aviso de que sem reforço de efectivo, a corporação arrisca perder capacidade de resposta. Luís Miguel Ribeiro assumiu a presidência da associação a 21 de Março e prometeu abrir um “novo ciclo” de proximidade.

A tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Rio Maior ficou marcada por um discurso de preocupação, mas também por sinais de compromisso político e institucional. Luís Miguel Ribeiro, que sucede a António Quevedo na presidência da direcção, assumiu funções com a promessa de união e dedicação, sublinhando que a prioridade absoluta passa por travar a quebra do número de bombeiros.
No primeiro discurso como presidente, lembrou que a corporação já teve “praticamente o dobro dos efectivos” e deixou um alerta: “sem pessoas, sem voluntários motivados, não há meios materiais que consigam responder eficazmente”. Para responder a essa fragilidade, anunciou a criação da Liga dos Amigos dos Bombeiros “Bombeiro sem Farda”, um projecto pensado para envolver a comunidade em tarefas de retaguarda e apoio logístico, libertando os operacionais para o socorro. A iniciativa arrancou de forma simbólica com a inscrição do presidente da Câmara de Rio Maior como primeiro membro. Luís Ribeiro explicou que este grupo poderá apoiar em momentos de maior exigência, desde a preparação de refeições à organização de espaços, ajudando a garantir melhores condições de actuação aos bombeiros.
Também o presidente da câmara, Filipe Santana Dias, deixou uma mensagem forte de apoio à nova direcção, ao mesmo tempo que criticou o Estado pela falta de valorização da protecção civil. O autarca defendeu que a missão de protecção e socorro é uma responsabilidade pública que tem sido empurrada para os municípios e garantiu apoio total à associação. Entre as medidas anunciadas estão a revisão do regulamento social do bombeiro, a definição de um plano de investimentos e a chegada de um novo veículo florestal de combate a incêndios. Na cerimónia tomaram ainda posse os restantes órgãos sociais, com Isaura Morais a manter-se na presidência da mesa da assembleia geral, onde deixou também um aviso sobre os desafios da sustentabilidade financeira e da dificuldade em captar voluntários.

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