Sociedade | 31-03-2026 07:00

Moradores de bairro em Azambuja exigem soluções para ruído e lixo

Moradores de bairro em Azambuja exigem soluções para ruído e lixo
Bairro da Quinta da Mina precisa de mais atenção da Câmara da Azambuja - foto O MIRANTE

Urina, fezes e restos de comida espalhados fazem parte do cartão de visita do bairro da Quinta da Mina, em Azambuja. Moradores que denunciam são alvo de insultos, mas não desistem de exigir soluções às autoridades e município.

As queixas sobre o ruído durante a noite e falta de limpeza no bairro da Quinta da Mina, onde há um conjunto de habitações sociais, em Azambuja não são uma novidade, mas intensificaram-se nas últimas semanas. Os moradores dizem que a situação tem piorado e exigem uma intervenção por parte da câmara municipal e das autoridades, que na sequência das denúncias das últimas semanas se deslocaram ao local.
Segundo os moradores há um conjunto de residentes, beneficiários de habitação social, que não zelam pelo espaço público e que, ao invés disso, deixam lixo, inclusive restos de comida estragada espalhada pelo bairro, onde também é frequente sentir-se o cheiro a urina e haver fezes à porta da entrada de edifícios, o que constitui um caso de saúde pública. Também o ruído, proveniente de conversas e música partilhada entre um grupo de jovens, tem prejudicado o descanso dos demais moradores do Beco Madre Teresa de Calcutá. Moradores lamentam que após as denúncias à Guarda Nacional Republicana (GNR) e Segurança Social, que se deslocaram ao local para averiguações, tenham começado a ouvir insultos e ameaças por parte dos mesmos elementos.
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, confirma a O MIRANTE estar a par da situação que lamenta pelo facto de ser recorrente. “Quando vou ao bairro tento sensibilizar os mais velhos, mas há um grupo de jovens irreverentes que estão sempre a criar situações que inspiram insegurança. As pessoas têm de ter o seu descanso salvaguardado e o que lá se passa é uma barulheira infernal”, disse ao nosso jornal à margem da última reunião do executivo municipal.
O autarca acrescentou que o município tinha um contrato com um morador do bairro para que este efectuasse a limpeza das ruas, mas que, entretanto, cessou. A questão da limpeza, tal como o problema do ruído, vincou, vão ter de ser resolvidos. Para isso, sublinhou, já pediu à GNR para intensificar as patrulhas ao bairro. “Vamos estar atentos a isso”, rematou.

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