Sociedade | 01-04-2026 07:00

Trânsito condicionado e condutas antigas aquecem debate em Abrantes

Trânsito condicionado e condutas antigas aquecem debate em Abrantes

Cortes na EN2 após as tempestades expõem fragilidades na circulação urbana, enquanto o estado da rede de água em várias freguesias voltou a levantar críticas na Assembleia Municipal de Abrantes.

Os constrangimentos no trânsito provocados pelo corte da Estrada Nacional 2 (EN2), na sequência das recentes intempéries, marcaram a sessão da Assembleia Municipal de Abrantes. O deputado João Paulo Rosado (PSD) alertou para a falta de alternativas eficazes de circulação no troço de Espinhaço de Cão e voltou também a colocar em cima da mesa o estado das condutas de abastecimento de água em várias freguesias, questionando a antiguidade das infra-estruturas e eventuais implicações para a saúde pública. O eleito chamou a atenção para as dificuldades sentidas sobretudo nas horas de ponta, no percurso entre a Escola Secundária Solano de Abreu e o hospital, relatando situações em que ambulâncias em marcha de urgência enfrentam obstáculos devido ao congestionamento e à ausência de vias alternativas. Apesar de reconhecer a necessidade das intervenções na EN2, defendeu que a situação actual veio expor debilidades antigas na circulação urbana.
O debate adensou-se quando João Paulo Rosado abordou a rede de abastecimento de água em localidades como Rio de Moinhos e Aldeia do Mato, onde, segundo referiu, persistem rupturas frequentes e existem condutas com várias décadas, algumas em fibrocimento. O deputado alertou para a necessidade de modernizar o sistema e disse que a população continua à espera de uma intervenção estrutural. “As pessoas continuam à espera da remodelação do sistema de água, com rupturas permanentes e água canalizada a passar em condutas com mais de 40 anos, que não são adequadas à saúde pública”, afirmou.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, rejeitou qualquer relação comprovada entre as condutas de fibrocimento e riscos para a saúde pública. Segundo explicou, com base na informação técnica dos serviços municipalizados e das entidades de saúde, o problema associado ao amianto está relacionado com a inalação de partículas e não com a ingestão através da água canalizada. “O que está a dizer é uma coisa completamente falsa, injuriosa. Dar este sinal de alarme quando isso não é verdade não é justo, nem sequer faz qualquer tipo de sentido”, respondeu. Sobre a situação na EN2, Manuel Valamatos disse compreender a preocupação, mas lembrou que as tempestades provocaram instabilidade nos taludes junto à estrada, com sucessivas derrocadas. O autarca defendeu que é preferível manter a estrada fechada e avançar com um trabalho técnico estruturado do que correr o risco de uma tragédia.

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