Sociedade | 03-04-2026 12:00

Centro de Saúde de Fátima reabre após obras, mas falta de médicos mantém utentes à espera

Centro de Saúde de Fátima reabre após obras, mas falta de médicos mantém utentes à espera
Investimento melhorou condições da unidade, embora a falta de médicos persista em Ourém - foto O MIRANTE

Unidade foi requalificada com verbas do PRR e ganhou melhores condições para profissionais e utentes. Apesar da renovação, continuam sem médico de família 1.200 pessoas na freguesia de Fátima e mais de 16 mil em todo o concelho de Ourém.

O Centro de Saúde de Fátima foi inaugurado no dia 25 de Março, após uma requalificação total que representou um investimento de 1,8 milhões de euros, integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção deu uma nova imagem ao edifício e melhorou as condições de funcionamento da unidade, mas deixou intacto um dos principais problemas da população: a falta de médicos de família. A cerimónia contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que visitou as instalações renovadas e ouviu os alertas dos autarcas para a carência de clínicos. Apesar das obras concluídas e da melhoria evidente do espaço, o acesso aos cuidados de saúde continua condicionado para muitos utentes.
Na freguesia de Fátima há actualmente cerca de 1.200 pessoas sem médico de família atribuído. No conjunto do concelho de Ourém, esse número ultrapassa os 16 mil utentes, um cenário que continua a gerar preocupação entre autarcas e população, sobretudo num território em crescimento e com uma pressão cada vez maior sobre os serviços públicos. A obra permitiu renovar as infra-estruturas existentes, melhorar acessibilidades e dotar a unidade de novos equipamentos. A ampliação do centro de saúde foi possível com a cedência do espaço da antiga biblioteca de Fátima pela junta de freguesia, o que permitiu aumentar a área útil e criar melhores condições de atendimento e de trabalho.
Na sua intervenção, o presidente da junta, Carlos Neves, sublinhou que a localidade está em crescimento constante e defendeu que a área da saúde exige respostas rápidas. O autarca considerou que os cidadãos da freguesia merecem cuidados de proximidade e serviços capazes de acompanhar a evolução da população. Também o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, insistiu na ideia de que o concelho continua a ser penalizado na área da saúde. A ministra da Saúde reconheceu que persistem dificuldades na resposta aos utentes sem médico de família e admitiu que esse é um problema que não terá solução imediata. Ainda assim, garantiu que o Governo quer criar condições para viabilizar a constituição da Unidade de Saúde Familiar de Ourém, estrutura que poderá representar um reforço importante na organização dos cuidados de saúde primários no concelho.

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