Sociedade | 04-04-2026 19:00

Polícia chamada às Piscinas do Entroncamento por suspeitas de abuso sexual

Polícia chamada às Piscinas do Entroncamento por suspeitas de abuso sexual

Jovem da Chamusca com 84% de incapacidade terá sido surpreendido por homem durante o banho, após a aula de natação. Mãe partilha com O MIRANTE relato do filho, que já tinha contado que se sentia observado pelo mesmo homem nos balneários. PSP conseguiu identificar o suspeito.

Depois da aula de natação seguiu para o balneário, despiu-se e foi tomar banho. Com 84% de incapacidade, mais demorado que os colegas, acabou por ficar sozinho naquele espaço que lhe parecia seguro. Não estranhou quando um homem, na casa dos 50 anos, se aproximou. Em poucos segundos, “depois de olhar para ver se estava mais alguém”, o homem começou a tocar-lhe nos órgãos genitais. Surpreendido, atónito com o que tinha acabado de acontecer, o rapaz chegou, “em pânico”, junto do familiar que o esperava do lado de fora. “Começou a chorar, a pedir para ligarem para a mãe. Estava muito assustado”, conta a O MIRANTE a mãe da alegada vítima, natural da Chamusca.
Do lado de dentro do balneário, o presumível autor do crime mantinha-se sereno, a terminar de se vestir quando foi confrontado pelo tio do rapaz. O homem acabou por deixar aquela infraestrutura sem que alguém o tivesse conseguido impedir. O caso, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária, aconteceu ao final da tarde de quarta-feira, 25 de Março, nas Piscinas Municipais do Entroncamento, onde o rapaz frequenta aulas de natação adaptada pelo Clube de Lazer, Aventura e Competição do Entroncamento.
“Fomos chamados ao local e confirma-se que o menor disse que durante o banho foi surpreendido por alguém que lhe tocou nos órgãos genitais e que na zona de vestir voltou a tentar aproximação”, refere ao nosso jornal fonte oficial das Relações Públicas do Comando Distrital de Santarém da PSP. No local, a polícia identificou todos os presentes e conseguiu chegar à identificação do suspeito através do registo de entrada e saída nas piscinas municipais. Por se tratar de um alegado crime de abuso sexual, o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária.
Segundo o que o rapaz contou à mãe, aquela não era a primeira vez que se cruzava com aquele homem que frequentava habitualmente a piscina naquele horário e o observava. “Disse-me que já tinha olhado várias vezes para ele no balneário e que quando fazia chichi no urinol se sentia observado”, relata a mulher, pedindo para não ser identificada. “Dou este testemunho para alertar outras pessoas, para que tenham cuidado”, sublinha.
O presidente da direcção do CLAC, José Leote, lamenta a situação e diz a O MIRANTE que em 18 mandatos como dirigente “nunca aconteceu algo semelhante”. No dia da ocorrência estiveram presentes elementos do CLAC até à chegada da PSP para “dar algum conforto institucional”, tendo em conta que, sublinha, o episódio ocorreu “nos balneários, que são um espaço aberto” a outros utilizadores e que o clube não controla quem entra ou sai.
Ainda a tentar processar o que aconteceu ao filho, a mãe diz estar preocupada com o impacto psicológico que este acontecimento traumático poderá ter no rapaz, que tem deficiência cognitiva mas percebeu que o que lhe aconteceu não estava certo. “Está triste, não quer ir à escola”, revela, lamentando que não tenha sido feita uma avaliação psicológica ao filho ou disponibilizado apoio nesse sentido. “Vou tentar junto da psicóloga da escola”, afirma.

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