Fogo na Ribtejo volta a expor fragilidade do Eco Parque do Relvão
Incêndio que deflagrou este domingo, 5 de Abril, numa zona de resíduos da Ribtejo voltou a expor a vulnerabilidade do Eco Parque do Relvão, na Chamusca, um complexo industrial com um longo histórico de ocorrências semelhantes e sucessivos alertas sobre prevenção e fiscalização.
O incêndio que deflagrou na tarde de domingo, 5 de Abril, numa zona de resíduos industriais da empresa Ribtejo, no interior do Eco Parque do Relvão, na Carregueira, volta a acender os alarmes num complexo industrial que há muito tem com ocorrências desta natureza. O fogo mobilizou mais de três dezenas de bombeiros e 11 viaturas das corporações da Chamusca, Golegã, Alpiarça e Almeirim, além da Guarda Nacional Republicana, que foi chamada para impedir a aproximação de cidadãos ao local. Apesar da dimensão do aparato, as chamas ficaram circunscritas à zona de resíduos e não provocaram feridos nem danos em infraestruturas.
Mais do que um episódio isolado, este novo incêndio reaviva um problema recorrente num espaço que continua a gerar preocupação entre autarcas, populações e agentes de protecção civil. O MIRANTE tem noticiado ao longo dos anos várias ocorrências no Eco Parque do Relvão, um local onde se concentram actividades de tratamento e valorização de resíduos e que, pela própria natureza dos materiais ali depositados, exige vigilância apertada e capacidade de resposta permanente.


