Moradores da Rua do Vale Franco continuam a reclamar alcatrão na estrada
Uma estrada com extensão de dois quilómetros que atravessa três freguesias do concelho de Santarém continua em terra batida, apesar das queixas dos moradores da zona. Joaquim Ferreira voltou a pedir a atenção da câmara para o assunto.
Joaquim Ferreira é um dos moradores da Rua de Vale Franco, no concelho de Santarém, que exige há vários anos o alcatroamento da via que serve a sua habitação. Na última reunião do executivo da Câmara de Santarém voltou à carga, lembrando que a via em terra batida, que serve atravessa freguesias do concelho – Abitureiras, Moçarria e Várzea -, continua com o piso bastante degradado e é um tormento para os automobilistas que ali circulam.
O vereador com o pelouro das Obras Municipais, Pedro Gouveia, afirmou que vai voltar a analisar o assunto, lembrando também que se trata de um investimento considerável porque a intervenção carece de projecto, não se limitando a um simples asfaltamento. Mas garantiu que o tema não está esquecido, embora a autarquia tenha vindo a dar prioridade ao arranjo de estradas afectadas pelas tempestades. Também o presidente João Leite sublinhou que não é possível chegar a todo o lado ao mesmo tempo.
A estrada, com cerca de dois quilómetros de extensão, pertence a três freguesias. Os primeiros 200 metros da Rua do Vale Franco pertencem à freguesia da Várzea, numa zona onde não há moradores; mais de um quilómetro pertence à freguesia da Moçarria, e nesse troço serve oito famílias; e os últimos 200 metros pertencem à freguesia de Abitureiras, num troço que também não tem habitantes. “O facto de a estrada pertencer a três freguesias não ajuda a que o problema se resolva. Mas se os moradores estão todos na freguesia da Moçarria, se alcatroassem a parte da estrada que pertence a essa freguesia já facilitava a vida dos moradores. Estamos a falar de cerca de um quilómetro de estrada que poderia ser facilmente arranjada”, afirmou Joaquim Ferreira a O MIRANTE, em reportagem feita há cerca de dois anos no local.
Há cerca de sete anos os moradores foram a uma reunião do orçamento municipal e garantem que o então presidente lhes prometeu que alcatroava a estrada no espaço de dois anos. No entanto, até agora nada foi feito.


