Abandono de animais e pragas urbanas aumentam no Entroncamento
Lotação do canil intermunicipal, o abandono de cães e gatos e a proliferação de baratas e pombos estiveram em cima da mesa na reunião de câmara do Entroncamento, com o presidente do município a reconhecer dificuldades e a prometer reforço no combate às situações de insalubridade.
O abandono de animais, a presença de matilhas de cães a vaguear pela cidade e o aumento de pragas urbanas como baratas e pombos marcaram o debate na última reunião de câmara do Entroncamento. O presidente da autarquia, Nelson Cunha, admitiu que o canil intermunicipal está sob forte pressão e garantiu que, com a subida das temperaturas, os serviços municipais estão a preparar novas acções de controlo. O assunto foi levado à reunião pelo vereador Ricardo Antunes (PS), que alertou para a lotação do canil, para a presença de cães errantes em vários pontos da cidade e para o aumento de gatos abandonados na zona do Bonito. “A verdade é que as pessoas tornaram aquela zona um ponto habitual de abandono, com todas as consequências que isso traz”, referiu, questionando se os animais estão devidamente referenciados e se continuam a ser realizadas esterilizações no âmbito do programa CED (captura, esterilização e devolução).
O vereador chamou também a atenção para a proliferação de baratas em edifícios habitacionais, alegadamente associada à rede de saneamento, e para o regresso da presença descontrolada de pombos, sobretudo na Rua Dom Afonso Henriques. Entre as soluções apontadas, defendeu o reforço das acções de desinfestação e admitiu até a utilização de falcoaria para travar a concentração de aves em zonas críticas. Nelson Cunha respondeu que a falta de capacidade do canil é um problema que ultrapassa o Entroncamento, uma vez que se trata de uma estrutura intermunicipal. “O nosso canil não tem mais capacidade e nenhum município está a conseguir dar resposta”, afirmou, adiantando que o tema será discutido em breve com as restantes autarquias envolvidas na gestão do espaço. O autarca assegurou ainda que continuam a ser feitas esterilizações de gatos e que as colónias legalizadas mantêm acompanhamento da Associação Abraço de 4 Patas. Quanto às matilhas, explicou que “vão sendo capturadas”, embora o abandono de animais em vários locais continue a aumentar a pressão sobre o canil.
Relativamente às baratas, disse já terem sido identificados pontos críticos e realizadas intervenções, nomeadamente na zona do Leclerc, estando agora em curso um levantamento para novas acções de desinfestação. Sobre os pombos, adiantou que a situação na Rua Dom Afonso Henriques está a ser tratada em articulação com a Infraestruturas de Portugal e a CP, com o objectivo de pôr fim a um problema que classificou como de insalubridade.


