Cais do Escaroupim destruído pelas cheias aguarda reconstrução
A Câmara de Salvaterra de Magos está a acompanhar de perto a situação, mantendo contactos com moradores e operadores turísticos, enquanto decorre o processo de concurso público para a reconstrução do cais do Escaroupim.
A destruição do cais do Escaroupim, na sequência das tempestades e cheias que atingiram recentemente o concelho de Salvaterra de Magos, continua a levantar preocupações quanto à actividade económica naquela zona ribeirinha e à capacidade de resposta do município antes do Verão. O tema foi abordado em reunião do executivo da Câmara de Salvaterra de Magos. O cais é um local de crescente atracção económica e turística, o que levou à preocupação de perceber se a reconstrução do cais estará concluída antes do Verão ou se existe um plano alternativo caso o processo se prolongue.
A forte procura pelo território, quer para habitação, quer para visitas turísticas, levanta a necessidade de avaliar soluções que permitam minimizar os impactos para os operadores que ali desenvolvem actividade. A presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Helena Neves, afirmou que o município está a acompanhar o processo “muito de perto”, mantendo contactos frequentes com moradores da aldeia e com os promotores turísticos que operam no Escaroupim. Explicou que o cais ficou “completamente destruído” pelas cheias e que a reconstrução da infraestrutura se encontra em fase de concurso público, depois de ter sido necessária uma revisão orçamental para permitir a inclusão das verbas necessárias à obra.
Helena Neves recordou ainda que a autarquia já tinha previsto intervir naquele local, embora inicialmente estivesse em causa apenas a remodelação do cais principal. Ainda assim, e antes das cheias, foram estabelecidos contactos com empresas especializadas no final de Outubro e início de Novembro.
Apesar das preocupações dos operadores turísticos, a presidente do município afastou a possibilidade de instalar uma solução provisória no local, sobretudo por razões de segurança. Segundo explicou, a estrutura existente encontra-se muito danificada e qualquer intervenção temporária poderia ter de ser removida pouco depois, quando a obra definitiva avançasse. “Está fora de questão estar a pôr ali um cais que não sabemos como se vai comportar”, afirmou, acrescentando que nenhum trabalhador municipal assumiria a responsabilidade por uma estrutura que pudesse colapsar, numa zona por onde passam semanalmente centenas de pessoas.
Helena Neves reconheceu que a situação constitui um constrangimento para os operadores económicos do Escaroupim, que continuam a trabalhar, mas sem a totalidade da sua capacidade. Ainda assim, garantiu que o novo cais irá proporcionar melhores condições para a actividade turística, solução que já foi apresentada aos operadores.
Além da destruição do cais, o município já gastou cerca de 300 mil euros em reparações de estradas e vias danificadas pelas intempéries, existindo ainda vários locais que necessitam de intervenção. No concelho foram também registados prejuízos em 21 primeiras habitações, avaliados em cerca de 116 mil euros, e perdas no sector agrícola que ultrapassam os 2,2 milhões de euros.


