Muros degradados e depósito de terras junto à antiga Escola Camões no Entroncamento
Degradação de muros junto à antiga Escola Camões, no Entroncamento, e a deposição de terras num terreno adjacente motivaram críticas na última reunião de câmara.
O estado de degradação de muros e a existência de um depósito de terras junto à antiga Escola Camões, no Entroncamento, estiveram em destaque na última reunião do executivo municipal, com o vereador Rui Madeira (PSD) a apontar o dedo ao aspecto “desolador” daquela zona da cidade e a levantar preocupações quanto à segurança de um muro centenário. Segundo o autarca, a área situada junto ao antigo campo dos ferroviários e ao Bairro Camões apresenta hoje uma imagem pouco dignificante, agravada pela recente deposição de terras no terreno ao lado do antigo liceu. Rui Madeira questionou a origem desse depósito e considerou que o concelho terá outros locais mais adequados para esse tipo de utilização. “Aquilo já não era uma zona bonita e bem tratada, mas agora está ainda com pior aspecto. Dá um ar um bocado decadente àquela zona e quem entra no concelho fica logo com esta imagem”, afirmou.
O vereador social-democrata chamou também a atenção para o estado dos muros naquela envolvente, destacando em particular um muro centenário ligado ao antigo liceu, que considera ter valor arquitectónico singular e cuja degradação se terá acentuado com as últimas chuvas. Rui Madeira alertou para sinais de erosão na base da estrutura e defendeu a necessidade de uma intervenção que possa evitar danos maiores e reforçar a segurança.
Em resposta, o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, esclareceu que o terreno adjacente à antiga escola está a ser usado por uma empresa de construção civil como estaleiro de apoio a uma obra próxima, justificando a opção com a necessidade de facilitar a logística dos trabalhos. Ainda assim, o autarca reconheceu que o estado dos muros antigos se agravou com as recentes intempéries e garantiu que a situação será analisada pelos serviços municipais. Nelson Cunha admitiu a necessidade de encontrar uma solução para o problema, incluindo a possibilidade de reforço estrutural das zonas mais fragilizadas.


