Sociedade | 11-04-2026 10:00

Autarcas do Médio Tejo vêem visita do Presidente da República como um impulso à recuperação

Autarcas do Médio Tejo vêem visita do Presidente da República como um impulso à recuperação
António José Seguro visitou concelhos do Médio Tejo afectados pelas tempestades do último Inverno - foto O MIRANTE

António José Seguro esteve esta semana por alguns dos territórios mais afectados pelas tempestades do último Inverno. Concelhos do Médio Tejo estiveram no roteiro e a sede da Presidência Aberta foi em Tomar.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo afirmou que a Presidência Aberta do Presidente da República à região é uma oportunidade para acompanhar de perto a recuperação após a tempestade Kristin e as cheias no Tejo. “Pensamos que é uma medida importante, um sentido de cuidado e atenção com todas as comunidades que estiveram envolvidas nesta situação de calamidade, quer do ponto de vista da tempestade Kristin, quer depois também pelas cheias no Tejo. É essencial ter a presença do Sr. Presidente da República junto das nossas comunidades, das nossas cidades, dos nossos concelhos, da nossa região. Julgamos que é sempre um factor de equilíbrio, de coesão territorial e é também, seguramente, um veículo de pressão sobre as medidas urgentes necessárias para ultrapassarmos estes momentos difíceis”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, que também preside à Câmara de Abrantes.
Manuel Jorge Valamatos destacou que a visita permitirá transmitir directamente ao Chefe de Estado as necessidades das autarquias e das populações, bem como reforçar a importância de medidas urgentes e eficazes para a recuperação do Médio Tejo. “Só em infraestruturas públicas ultrapassámos os 100 milhões de euros (ME) de prejuízo e, se tiver oportunidade, gostaria de transmitir que é fundamental haver mecanismos de apoio concretos que nos ajudem a regressar à normalidade”, afirmou o presidente da CIM, que agrega 11 municípios do distrito de Santarém.
Os autarcas do Médio Tejo que estão na rota da visita do Chefe de Estado convergem na necessidade de respostas mais céleres por parte do Governo e das entidades competentes, dois meses após a tempestade Kristin e as cheias no Tejo, apontando prejuízos em habitações, infraestruturas municipais, comunicações, floresta e rede viária.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, viu esta visita como “uma oportunidade” para reforçar junto do poder central as necessidades técnicas e financeiras do concelho, sublinhando os danos registados na floresta e a importância do Centro de Meios Aéreos. “Temos de aumentar a resiliência dos nossos territórios e há necessidade de abdicar de alguns investimentos em prol da robustez da protecção civil e das infraestruturas críticas”, afirmou.
Também o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, destacou a importância da visita de proximidade do Presidente da República a um território ainda em recuperação, apontando problemas ao nível das comunicações, reparação de habitações, rede viária e património. “Há ainda muita reparação para fazer ao nível da habitação, dos equipamentos e das infraestruturas municipais, mas também na floresta, onde a devastação foi muito significativa”, disse, referindo-se igualmente à Mata Nacional dos Sete Montes e aos danos no património cultural.
Já o presidente da Câmara de Mação, José Fernando Martins, considerou “de todo o interesse” a deslocação do Presidente da República ao concelho, afectado quer pela tempestade quer pelas cheias, defendendo maior rapidez na resposta dos apoios e na reposição das comunicações. O autarca apontou ainda a floresta e a preparação da época de incêndios como preocupações centrais, alertando para a grande quantidade de massa combustível deixada pela tempestade e para a necessidade de existirem “territórios mais resilientes para fixar e proteger as pessoas e bens”.

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