Amianto espalhado pelo concelho de Tomar leva autarquia a avançar com remoção urgente
Presença de chapas de fibrocimento e outros materiais com amianto em várias zonas do concelho foi denunciada pelo PS. Executivo garante que o serviço já está adjudicado e que a intervenção arranca de imediato.
A presença de produtos com amianto em várias zonas do concelho de Tomar, nomeadamente chapas de fibrocimento, levou a oposição socialista a exigir uma resposta urgente da câmara municipal, invocando os riscos que este material representa para a saúde pública. O alerta foi deixado por José Delgado, vereador do PS, na reunião do executivo de 6 de Abril, tendo o presidente da autarquia, Tiago Carrão (AD/PSD-CDS), assegurado que o processo de remoção já está em marcha.
Na intervenção que fez durante a sessão, José Delgado recordou que a nova directiva europeia veio apertar os limites de exposição profissional ao amianto para 0,01 fibras por centímetro cúbico, um valor dez vezes inferior ao anteriormente permitido. Para o eleito socialista, esta revisão reforça a gravidade dos perigos associados à inalação deste material, que pode provocar vários tipos de cancro e conduzir à morte. Perante este cenário, o vereador defendeu a criação de um grupo de trabalho com as juntas de freguesia para sinalizar todos os locais afectados no concelho e propôs a contratação urgente de uma empresa especializada para proceder à remoção dos materiais contaminados. “Tomar devia dar este passo e mostrar que se preocupa com a saúde da sua população”, afirmou.
Em resposta, o presidente da câmara confirmou que o município encara o problema como uma questão séria de saúde pública. Tiago Carrão explicou que o executivo tem vindo a trabalhar em articulação com os presidentes de junta e adiantou que o serviço de remoção de amianto já foi adjudicado, devendo os trabalhos arrancar em breve. O autarca revelou ainda que foram disponibilizados contentores às freguesias para facilitar a recolha deste tipo de resíduos. Apesar de reconhecer os custos elevados associados à operação, nomeadamente o preço cobrado por tonelada, Tiago Carrão sublinhou que está em causa uma matéria que não pode ser adiada. A dispersão de materiais com amianto pelo concelho obriga a uma intervenção rápida para reduzir os riscos para a população e para o ambiente, acrescentou.


