Chamusca recebe 736 mil euros mas factura das intempéries está longe de fechar
Chamusca já garantiu mais de 730 mil euros para começar a reparar parte dos estragos causados pelas intempéries, mas o apoio fica ainda muito longe dos 11,5 milhões de prejuízos contabilizados no concelho.
A Câmara da Chamusca vai receber mais de 730 mil euros para começar a reparar parte dos estragos provocados pelas intempéries que atingiram o concelho nos primeiros meses do ano. A informação foi avançada por Nuno Mira na última sessão camarária e confirma a chegada de uma verba que, apesar de importante, fica muito aquém dos 11,5 milhões de euros de prejuízos estimados pelo município após a passagem da depressão Kristin.
O apoio, no valor de 736.200 euros, resulta de um contrato-programa assinado entre o município da Chamusca, o Fundo Ambiental e a Agência Portuguesa do Ambiente, numa cerimónia realizada em Azambuja, com a presença da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho. O dinheiro destina-se à reabilitação de infra-estruturas e linhas de água, incidindo em cinco intervenções prioritárias: estabilização de taludes na Parreira, consolidação da margem do Tejo no Arripiado, desobstrução e estabilização da Ribeira da Carregueirinha, reabilitação de taludes na Ribeira do Vale da Vaca e operações de limpeza e manutenção nos Diques do Estado.
A nova verba surge depois de o concelho ter sido incluído entre os municípios abrangidos pelo estado de calamidade, na sequência dos danos causados pelo mau tempo. Na altura, o levantamento preliminar da autarquia apontava para estradas destruídas, uma ponte caída na freguesia da Parreira e equipamentos públicos danificados, num cenário que o município assumiu não conseguir resolver sozinho. O financiamento agora garantido representa, por isso, um balão de oxigénio para avançar com obras urgentes, mas está longe de responder à dimensão total dos estragos que continuam por recuperar no concelho.


