Sociedade | 17-04-2026 07:00

Cirurgia robótica estreia-se em Tomar com operação ao cancro da próstata

Cirurgia robótica estreia-se em Tomar com operação ao cancro da próstata

Hospital de Tomar realizou a primeira cirurgia robótica na área da Urologia, assinalando um novo passo na diferenciação clínica da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo. A intervenção, uma prostatectomia radical para tratamento do cancro da próstata, marca a entrada desta especialidade na era da tecnologia robótica na região.

A cirurgia robótica chegou à Urologia da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) com a realização, no Hospital de Tomar, da primeira intervenção assistida por robô nesta especialidade. O procedimento efectuado foi uma prostatectomia radical, considerada uma das cirurgias robóticas mais realizadas em todo o mundo no tratamento do cancro da próstata. A operação foi conduzida por uma equipa liderada por João Carlos Dias, director do Serviço de Urologia da ULS Médio Tejo, que concluiu recentemente formação especializada na Bélgica no âmbito da implementação desta tecnologia. O objectivo desta cirurgia é remover totalmente a próstata afectada pelo tumor, tentando ao mesmo tempo preservar funções essenciais como a continência urinária e, em situações seleccionadas, a função eréctil.
Segundo João Carlos Dias, este é um momento particularmente importante para a equipa e para a evolução do serviço. O responsável sublinha que a cirurgia robótica representa um ganho claro em precisão cirúrgica e nos resultados para o doente, sobretudo em contexto oncológico. A cirurgia robótica é uma evolução da laparoscopia convencional e distingue-se por ser minimamente invasiva, realizada através de pequenas incisões. O cirurgião opera a partir de uma consola, controlando em tempo real o sistema robótico, que reproduz os seus movimentos com elevado rigor. A tecnologia permite visão tridimensional de alta-definição e maior destreza na execução de gestos cirúrgicos complexos, traduzindo-se em vantagens como menor perda de sangue, menor risco de infecção, recuperação mais rápida e menos tempo de internamento.
O sistema utilizado, modelo HUGO RAS, resultou de um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A administração da ULS Médio Tejo considera que esta aposta reforça a capacidade de resposta cirúrgica da instituição e aumenta a atractividade dos hospitais da região para profissionais altamente diferenciados. A formação continua a ser uma das prioridades da unidade de saúde, estando já prevista a capacitação de mais quatro profissionais. A expectativa passa também por alargar a cirurgia robótica a outras especialidades ao longo de 2026, nomeadamente em áreas partilhadas entre a Urologia e a Ginecologia, consolidando uma nova fase de modernização clínica no Médio Tejo.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal