Sociedade | 18-04-2026 13:08

Balanço positivo da reorganização das urgências de ginecologia em VFX não convence autarcas e utentes

Balanço positivo da reorganização das urgências de ginecologia em VFX não convence autarcas e utentes

Loures e Vila Franca de Xira fazem balanços positivos da reorganização das urgências de ginecologia que, logo no primeiro mês, começaram com uma grávida a dar à luz no quartel dos bombeiros de Vila Franca de Xira. Utentes continuam a contestar.

As unidades locais de saúde de Loures e Vila Franca de Xira, que gerem os hospitais das duas cidades, fizeram na última semana um balanço positivo da reorganização das urgências de ginecologia e obstetrícia, que resultou na concentração de serviços no hospital de Loures e o fecho das urgências em Vila Franca de Xira.
Em Loures no primeiro mês de actividade foram registados 201 partos e 1.409 admissões, “um indicador que traduz um ligeiro aumento da actividade assistencial”, adiantou a Unidade Local de Saúde (ULS) de Loures/Odivelas, que vincou o balanço positivo do primeiro mês de funcionamento da urgência centralizada. A nova Urgência Centralizada de Ginecologia e Obstetrícia de Loures-Odivelas/Estuário do Tejo entrou em funcionamento a 16 de Março e concentra os casos urgentes da região, incluindo os reencaminhados do Hospital de Vila Franca de Xira, cuja urgência encerrou por falta de profissionais.
Entretanto também a Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo (ULSET) fez um balanço sobre o funcionamento do Hospital Vila Franca de Xira, notando que a maternidade da unidade manteve os partos programados em linha com o primeiro trimestre do ano: 51 partos entre 16 de Março e 15 de Abril. Em Janeiro, diz a ULSET, nasceram 44 crianças, em Fevereiro 62 e em Março 67. Segundo a unidade, os 51 partos do último mês representam um crescimento “muito significativo” relativamente aos números do último trimestre do ano passado, quando nasceram 30 crianças em Outubro, 29 em Novembro e 42 em Dezembro. “O bom desempenho de 2026 resulta do investimento que está a ser realizado no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, nomeadamente a contratação de médicos, a recuperação das cirurgias e a criação de uma Consulta Aberta no hospital”, refere a ULSET.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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