Sociedade | 18-04-2026 21:00

Unidade para dependentes em Abrantes denunciada por degradação e falta de condições

Unidade para dependentes em Abrantes denunciada por degradação e falta de condições

Unidade de saúde pública do ICAD, em Abrantes, que assegura resposta a todos os concelhos do Médio Tejo, está a funcionar, segundo denúncia tornada pública, num edifício degradado, com falhas graves de climatização, infiltrações, problemas eléctricos e sérias limitações de acessibilidade.

Chegou ao conhecimento público uma situação considerada alarmante nas instalações de uma unidade de saúde integrada no ICAD – Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências –, em Abrantes, responsável pelo acompanhamento de utentes de todos os concelhos do Médio Tejo. De acordo com a informação divulgada, o edifício apresenta um avançado estado de degradação, visível tanto no interior como no exterior. O espaço envolvente estará ao abandono, com vegetação densa e falta de manutenção, aumentando riscos de incêndio e levantando preocupações de salubridade.
Há referência a equipamentos de climatização avariados há vários anos, infiltrações, deficiências eléctricas e iluminação insuficiente, factores que afectam, segundo os denunciantes, o bem-estar de utentes e profissionais e comprometem a qualidade da resposta prestada. A denúncia aponta ainda para falta de gabinetes, sobrelotação e ausência de condições que assegurem a privacidade no atendimento, havendo profissionais obrigados a recorrer a espaços improvisados para desempenhar funções. Também ao nível da acessibilidade são relatadas falhas graves, com obstáculos ao acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
A situação é considerada ainda mais grave por envolver uma resposta pública dirigida a pessoas com comportamentos aditivos e dependências, utentes do Serviço Nacional de Saúde que, “como qualquer cidadão, têm direito a cuidados prestados com dignidade, segurança e respeito”. “A permanência destas carências, além de prejudicar o acompanhamento clínico, contribui para reforçar o estigma associado a estas problemáticas”, lê-se na queixa enviada para a redacção de O MIRANTE. “Perante um serviço de saúde nestas condições, o silêncio e a inação passam a ser parte do problema”, conclui a nota.

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