SNS faz balanço positivo do fecho das urgências de obstetrícia em Vila Franca de Xira
A urgência regional de ginecologia e obstetrícia, a funcionar no Hospital de Loures e que recebeu os casos anteriormente destinados ao Hospital de Vila Franca de Xira, abriu há um mês. Foi a primeira criada no âmbito do novo modelo para responder à falta de profissionais de saúde e a Direcção Executiva do Serviço Nacional de Saúde diz que as coisas estão a correr bem.
A Direcção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) fez na última semana um balanço positivo da primeira urgência regional de ginecologia e obstetrícia, que entrou em funcionamento em Março no Hospital de Loures, anunciando que estão outras em estudo. “O balanço é, até ver, positivo. Os dados preliminares apontam para números que estavam dentro das nossas projecções, ou seja, o funcionamento normal de uma urgência centralizada que consegue, de certa maneira, obviar a falta de recursos humanos que já se verificava no Hospital Vila Franca de Xira na área de ginecologia e obstetrícia”, declarou aos jornalistas Francisco Matos, vogal do Conselho de Gestão da DE-SNS, no Hospital de Santo André, em Leiria, onde a ministra da Saúde inaugurou uma nova sala de Pacing e Eletrofisiologia.
A decisão de encerrar as urgências de obstetrícia no Hospital Vila Franca de Xira, recorde-se, não caiu bem entre os autarcas e os utentes, tendo sido realizados abaixo-assinados e protestos à porta da unidade de saúde, que serve 250 mil utentes de cinco concelhos. Na última semana, como o nosso jornal deu nota, uma grávida acabou por dar à luz no quartel dos bombeiros de VFX, por não ter conseguido chegar a tempo às urgências obstétricas de Loures.
A urgência regional de ginecologia e obstetrícia começou a funcionar no Hospital de Loures no dia 16 de Março, tendo sido a primeira criada no âmbito do novo modelo para responder à falta de profissionais de saúde. Já a urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de Abril, em dois pólos, um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e um outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. Questionado se estão previstas novas urgências regionais, este responsável da DE-SNS referiu que o assunto está a ser estudado.
“A falta de recursos humanos ao nível dos serviços de urgência, que são muito complexos de gerir em termos de recursos humanos, é um problema que afecta o país inteiro, várias regiões do país, mas também temos de ter em consideração que não são todos os hospitais, todas as ULS [unidades locais de saúde] todas as especialidades que possam acomodar uma urgência centralizada, porque há critérios e o critério de maior importância é o da acessibilidade, a proximidade para toda uma população residente numa determinada região”, explicou.
Francisco Matos reconheceu que é necessário “ter algum cuidado”, dado estar em causa urgências e a necessidade das populações e o seu acesso em “situações de emergência”.


