Sociedade | 21-04-2026 10:00

Entroncamento recua e paga na totalidade reparação de veículo-escada dos bombeiros

Entroncamento recua e paga na totalidade reparação de veículo-escada dos bombeiros
foto ilustrativa - foto dr

Executivo começou por propor um apoio de 2.500 euros, mas acabou por aprovar, por unanimidade, o financiamento integral de 5.270 euros para garantir a operacionalidade do equipamento.

A Câmara do Entroncamento aprovou por unanimidade o apoio financeiro total à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento para a inspecção e reparação do veículo-escada da corporação, depois de a proposta inicial de comparticipação parcial ter sido considerada insuficiente pelos eleitos municipais. O assunto foi discutido na reunião camarária de 7 de Abril e teve origem num pedido dos bombeiros na sequência de uma avaria provocada durante a tempestade Kristin. Em causa estava a necessidade de assegurar a certificação do veículo-escada, indispensável para garantir a segurança e a operacionalidade de um equipamento essencial à resposta de emergência no concelho.
A proposta levada inicialmente a votação pelo executivo previa um apoio municipal de 2.500 euros, valor enquadrado na dotação orçamental disponível, face a um custo total de cerca de 5.270 euros. Durante a discussão, porém, a bancada do PSD defendeu que o município deveria assumir a totalidade da despesa, sublinhando as dificuldades acrescidas sentidas pela corporação num período marcado por intempéries sucessivas e pelo aumento dos custos operacionais, nomeadamente com combustíveis. “Enquanto nós estávamos em casa a queixar-nos do mau tempo, os bombeiros estavam a senti-lo ao vivo e a sofrer as consequências dessa sequência de temporais”, afirmou o vereador Valter Bouça, justificando a necessidade de um apoio mais robusto à associação humanitária.
Também do lado do PS houve reservas à solução inicialmente apresentada. O vereador Mário Balsa considerou que a comparticipação proposta ficava aquém das necessidades reais da corporação e alertou para o risco de o concelho ficar sem uma resposta fundamental em caso de emergência. “Sem o veículo estar devidamente arranjado não tem certificação e o Entroncamento fica sem uma possibilidade de resposta dos bombeiros”, frisou. Perante o consenso gerado em torno da importância do equipamento e da urgência da reparação, o presidente da câmara, Nelson Cunha, admitiu não ver obstáculos à aprovação da comparticipação a 100%. A proposta foi então reformulada e aprovada por unanimidade, garantindo aos bombeiros o apoio integral necessário para repor o veículo-escada ao serviço.

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