Sociedade | 22-04-2026 10:00

Abrantes trava violência doméstica e leva prevenção às escolas

Abrantes trava violência doméstica e leva prevenção às escolas

Concelho de Abrantes registou menos sete novos casos de violência doméstica em 2025 face ao ano anterior, num sinal que a autarquia considera positivo e que associa ao reforço do trabalho de proximidade, apoio às vítimas e acções de sensibilização nas escolas.

O concelho de Abrantes fechou 2025 com uma redução no número de novos casos de violência doméstica acompanhados pelo Serviço de Atendimento à Vítima. Ao todo foram sinalizadas 29 novas situações, menos sete do que em 2024, a que se juntam três casos transitados, num total de 120 diligências realizadas ao longo do ano. Os dados foram apresentados no balanço do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, divulgado pela Câmara de Abrantes. Na reunião de executivo, a vereadora da Acção Social, Raquel Olhicas, destacou que a descida registada no concelho contraria a tendência nacional, onde os casos continuam a aumentar e, em muitos contextos, com maior gravidade.
Segundo a autarca, há um sinal particularmente relevante na forma como os casos chegam aos serviços. “Temos menos sete casos, o que é positivo, e eles chegam-nos em fase inicial. Não chegam naquela fase aguda como em 2020 e 2021”, afirmou, sublinhando que isso reflecte um trabalho mais eficaz da rede local de intervenção e do serviço de apoio à vítima. Das 29 novas situações acompanhadas em 2025, 27 dizem respeito a mulheres e duas a homens, ambos com mais de 75 anos. Para o município, estes números mostram que o combate à violência doméstica continua a exigir resposta social, vigilância e prevenção, sem baixar a guarda. É precisamente na prevenção que a autarquia tem apostado de forma mais visível, sobretudo no contexto escolar. Ao longo do último ano foram promovidas 19 acções de sensibilização sobre igualdade de género dirigidas a alunos do 1.º ao 3.º ciclo, envolvendo 475 jovens e 19 docentes. Para Raquel Olhicas, este é um eixo central da estratégia, já que muitas situações de violência no namoro e violência doméstica têm origem em relações marcadas pela desigualdade.
Em parceria com a PSP e a GNR, o município promoveu ainda 10 acções sobre bullying, quatro sobre violência no namoro, sete sobre violência e discriminação contra pessoas LGBTI+ e três iniciativas ligadas à cidadania, abrangendo várias centenas de alunos. A Câmara de Abrantes tem também reforçado a divulgação do Guia de Recursos Locais para Vítimas de Violência Doméstica, numa tentativa de facilitar o acesso à informação e aos mecanismos de apoio existentes no concelho. Apesar da evolução positiva, a vereadora deixou claro que o objectivo está longe de ser cumprido. “Eu queria que o cenário fosse 0%. De qualquer forma, estamos a fazer um bom trabalho, estamos no bom caminho”, afirmou.

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