Veículo-escada de 200 mil euros continua retido e fora dos Bombeiros de Tomar
Prometida para Setembro de 2025, a nova viatura-escada dos Bombeiros de Tomar continua sem chegar à corporação. O município recusou receber o veículo, fornecido pela empresa Extincendios SA, após detectar sinais de deterioração e falta de condições numa viatura que custou cerca de 200 mil euros.
A nova viatura-escada destinada aos Bombeiros de Tomar continua parada nas instalações da empresa fornecedora, a Extincendios SA, e sem data prevista de entrega, apesar de o prazo contratual apontar para o final de setembro do ano passado. Sete meses depois, o equipamento continua longe de entrar ao serviço da corporação. O caso foi abordado na reunião de câmara de 20 de Abril, depois de o vereador Hugo Cristóvão (PS) ter questionado o executivo sobre o ponto de situação da viatura, recordando que o processo de aquisição teve início durante o seu mandato à frente do município.
Em resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (AD/PSD-CDS), explicou que a empresa chegou a entregar o veículo perto do final de 2025, mas a autarquia recusou a receção após vistoria técnica. Segundo o autarca, foram identificadas “situações de alguma deterioração da viatura”, incompatíveis com aquilo que o município considera aceitável num equipamento novo e de elevado valor. “Encontrámos um conjunto de situações de alguma deterioração da viatura”, afirmou Tiago Carrão, sublinhando que “a viatura que foi entregue tinha ali algumas situações que não correspondiam àquilo que é desejado”.
O presidente do município frisou que a decisão de não aceitar o veículo resulta da obrigação de proteger o interesse público e garantir que o investimento é realizado em condições adequadas. Em causa está um equipamento que ronda os 200 mil euros e que se destina a reforçar a capacidade operacional dos bombeiros do concelho. Tiago Carrão sustentou que, tratando-se de dinheiros públicos e de um investimento avultado, cabe à autarquia assegurar que todo o processo de aquisição e contratação pública decorre com o rigor exigido. “É nossa responsabilidade pugnar para que tudo seja feito na melhor das condições e garantir que os interesses do município são salvaguardados”, afirmou. Para já, não foi avançada qualquer nova data para a entrega definitiva da viatura, mantendo-se a corporação sem um meio que era esperado há vários meses.


