Sociedade | 26-04-2026 07:00

Moradores do Casal Garcia Mogo com ruas por asfaltar vão ter problema resolvido

obras em estrada
foto ilustrativa

Ruas por asfaltar no Casal Garcia Mogo e problemas de escoamento de águas voltam a ser motivo de queixa em reunião de câmara de Torres Novas. Presidente do município diz que obras estão identificadas como prioritárias no plano de intervenção na rede viária.

Os moradores do Casal Garcia Mogo, no concelho de Torres Novas, continuam descontentes com o estado das estradas que esperam há décadas por asfaltamento, a falta de rede de saneamento e o deficiente escoamento das águas pluviais, o que tem causado problemas de humidade e infiltrações na casa de alguns.
A falar em representação dos que ali vivem, Linete Freitas, disse em reunião do executivo da Câmara de Torres Novas que, para “facilitar a vida orçamental do município”, os “moradores abrem mão do saneamento”, na expectativa de terem pelo menos as três ruas asfaltadas e o escoamento das águas pluviais resolvido. Um problema, vincou, que se “arrasta há décadas e que tem prejudicado os moradores do Casal Garcia Mogo”, dando como exemplo os problemas de humidade na sua própria casa.
Também o facto de as ruas continuarem em terra batida e tout-venant tem causado dificuldades à população, sobretudo por causa da poeira que torna o “ar irrespirável prejudicando a saúde de todos, especialmente dos mais idosos que são muitos e de modo geral têm problemas respiratórios”.
Reconhecendo que a ausência de asfaltamento “é um problema que se arrasta há décadas” o presidente do município, José Trincão Marques (PS), assegurou haver uma “convergência de vontades” entre moradores, junta de freguesia e câmara para que as ruas sejam asfaltadas. Estão, por isso, identificadas como prioritárias no plano de asfaltamento que espera ainda vir a concluir este ano.
O autarca socialista explicou que vai ser feita uma distribuição de verba para reparação de estradas em todas as freguesias que ascende a meio milhão de euros - uma incorporação do saldo de gerência no orçamento municipal - e que esta é uma das prioritárias. Mas antes de se avançar com a obra, salientou, terá ainda de ser elaborado o projecto.

Saneamento não é para já
Lembrando que a implementação de rede de saneamento não é uma competência da autarquia mas da Águas do Ribatejo (AR), Trincão Marques preferiu ser realista a entrar numa espiral de promessas, ao considerar que não acredita que seja possível realizar uma intervenção dessas em pouco tempo. Segundo explicou, por se tratar de um local com muitos declives, a implementação da rede de saneamento vai obrigar à construção de várias estações elevatórias, o que acarreta “custos elevadíssimos”. “É intenção da câmara municipal e AR ter saneamento básico em todo o concelho mas aquela zona com declives é bastante dispendiosa e necessita de candidatura comunitária robusta para se fazer ali uma obra”, disse.
Em 2012, recorde-se, duas das cinco ruas do Casal Garcia Mogo foram alcatroadas pelo município que fez um “planeamento” para levar alcatrão a essa e às restantes ruas em terra batida. Mas, 14 anos depois, as intervenções nesta localidade da União de Freguesias de Torres Novas (Santa Maria, Salvador e Santiago) continuam por realizar.

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