Monliz responde à greve com apelo ao diálogo social
Trabalhadores da unidade industrial de Alpiarça, pertencente ao grupo belga Ardo, cumprem uma greve de 24 horas. Em causa estão reivindicações salariais, horários de trabalho e a retoma da contratação colectiva no sector do frio.
Os trabalhadores da Monliz – Produtos Alimentares do Mondego e Liz, em Alpiarça, estão em greve para exigir aumentos salariais, melhores condições laborais e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais. A paralisação decorre entre as 00h00 e as 24h00, estando marcada uma concentração de trabalhadores junto às instalações da empresa às 09h30. Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Sectores Alimentar, Bebidas, Agricultura, Aquicultura, Pesca e Serviços Relacionados (STIAC), uma das principais reivindicações passa pela fixação do salário mínimo na empresa em 1.050 euros, com efeitos imediatos. O sindicato reclama ainda “aumentos salariais dignos” e a negociação do caderno reivindicativo para 2026.
Entre as exigências apresentadas estão também a retoma da contratação colectiva para o sector do frio, que, de acordo com a estrutura sindical, não é actualizada desde 2003, a garantia de 25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores, o aumento do subsídio de alimentação e do subsídio de turno, bem como o direito ao dia de aniversário. Os trabalhadores contestam igualmente o pacote laboral em vigor, considerando que é necessário reforçar direitos e melhorar as condições de quem trabalha na unidade industrial de Alpiarça.
Contactada pela agência Lusa, a direcção da Monliz afirmou manter “o seu compromisso com o diálogo social construtivo com os trabalhadores e respectivos representantes”, sublinhando que respeita integralmente o direito à greve, enquanto direito constitucional, bem como a livre decisão de adesão dos trabalhadores.


