Associação de pais preocupada com degradação da Escola Artur Gonçalves em Torres Novas
Associação de pais lançou alerta à Câmara de Torres Novas sobre o estado da Escola Secundária Artur Gonçalves onde, entre outros problemas, há baldes a reter água e falta climatização. Projecto de requalificação, que deverá custar 15 milhões de euros, está em fase final de elaboração, garantiu autarca.
Infiltrações de água nos edifícios quando chove, estores avariados, casas de banho em más condições, salas com o piso, cadeiras e outro material danificado. São estes alguns dos problemas que estão a preocupar a Associação de Pais da Escola Secundária Artur Gonçalves, em Torres Novas, que na última semana, representados por Dina Alves, apresentaram a sua preocupação em reunião pública do executivo da Câmara de Torres Novas.
“Estamos muito preocupados com o estado actual da estrutura da escola”, referiu a representante, questionando se a autarquia tem conhecimento que chove dentro dos edifícios, assim como dos restantes casos que denotam falta de manutenção e investimento. Outro dos problemas que mais preocupações levanta é a falta de climatização para o tempo frio ou quente, “porque a instalação eléctrica da escola não permite”. Assim como, referiu, não tem capacidade para suportar computadores a trabalhar em simultâneo, algo que consideram estar a prejudicar a componente lectiva dos alunos.
Questionando para quando está previsto o arranque da obra de requalificação da escola, Dina Alves alertou para a necessidade de alargamento daquele estabelecimento de ensino, frequentado por 1.100 alunos. “Os nossos filhos relatam situações na escola que em 2026 não são concebíveis de acontecer”, disse.
Investimento de 15 milhões
O presidente do município, José Trincão Marques, afirmou que visitou a Escola Artur Gonçalves há cerca de dois meses, onde teve oportunidade de verificar vários problemas estruturais. “Havia baldes espalhados e ouvi as queixas da direcção da escola, portanto tenho consciência dos problemas que existem”, afirmou.
Sobre a intervenção prevista, que terá comparticipação comunitária, explicou que foi feito, inicialmente, um projecto “maximalista” que iria custar 20 milhões de euros, mas teve de ser descartado. “Não há dinheiro para isso porque o financiamento comunitário não é total”, justificou. Fez-se depois um outro projecto “minimalista” que iria custar metade mas que se veio a verificar que “não cumpria as normas exigidas pelo Ministério da Educação”.
Já neste mandato, o seu primeiro como presidente do município, está a ser elaborado um projecto intermédio para uma empreitada de 15 milhões de euros e que se estima que esteja concluído no início de Maio, para que a candidatura seja submetida em Junho. No decorrer das obras, que devem durar cerca de dois anos, segundo explicou, os alunos vão ter aulas em contentores “colocados dentro da escola de forma a garantir condições de segurança”.


