Sociedade | 28-04-2026 12:00

Construção junto à escola do Pereiro interdita parte do recreio

Construção junto à escola do Pereiro interdita parte do recreio
Escola do Pereiro, no centro histórico de Santarém, tem parte do recreio interdito - foto O MIRANTE

Assunto foi exposto na última reunião do executivo da Câmara de Santarém pelo vereador da oposição Pedro Ribeiro, que deixou ainda outras preocupações relacionadas com o mesmo estabelecimento de ensino.

A construção de um prédio de habitação junto à escola primária do Pereiro, em Santarém, levou à interdição de parte do espaço de jogo e recreio por razões de segurança. E outra parte do espaço exterior da escola também se encontra vedada, igualmente como medida preventiva, devido ao deslizamento de terras nas barreiras adjacentes.
O assunto foi levado à última reunião de câmara pelo vereador Pedro Ribeiro (PS). “Temos um rinque fechado porque a obra que decorre ao lado devia ter protecções e não tem. A opção foi fechar o rinque”, afirmou o autarca, lembrando que a preocupação ainda é mais pertinente por se tratar de uma escola sem muita área para recreio. Por isso defendeu que a Câmara de Santarém inste o construtor a tomar medidas de protecção que possibilitem a utilização do espaço de jogo. E relativamente às barreiras e à interdição de outra parte do pátio escolar solicitou o relatório da Protecção Civil sobre essa matéria.
Pedro Ribeiro levantou ainda outras preocupações relacionadas com a mesma escola, nomeadamente quanto às cargas e descargas de materiais para a obra vizinha que por vezes coincidem com os horários de entrada e saída do estabelecimento de ensino, o que causa problemas de trânsito e dificulta a vida aos encarregados de educação que ali vão levar ou buscar crianças. O vereador da oposição sugeriu que a autarquia proíba as cargas e descargas em horários coincidentes de entrada ou saída. “É compreensível que numa obra haja necessidade de carregar e descarregar materiais, mas tendo em conta a realidade específica do local, essas operações devem ser realizadas fora das chamadas horas de ponta”, entende o autarca.

Política de ‘bota abaixo’
O presidente da câmara, João Leite (AD), disse que é mentira que esteja interditado dois terços do espaço de recreio, acusando Pedro Ribeiro de fazer política de ‘bota abaixo’ e de depreciar o investimento privado que ali decorre. “É demasiado mau e demasiado pequeno”, disse João Leite referindo-se à intervenção do vereador socialista, que abordara também outros temas relacionados com o sector da educação, acusando a maioria PSD/CDS de falta de planeamento.
Já o vereador Pedro Gouveia (AD) explicou que os horários para ocupação da via pública, com autorização da autarquia, geralmente são para uma manhã ou uma tarde, nomeadamente para trabalhos de betonagem, e começam habitualmente de manhã cedo. Acrescentou que poderão falar com o empreiteiro para tentar evitar ao máximo essas intervenções em horários de maior movimento junto à escola. E também desmentiu que dois terços do espaço de recreio estejam vedados. “É muito menos”, garantiu.

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