Máquina agrícola paralisa centro da Chamusca e expõe fragilidade da EN118
Passagem de uma máquina agrícola de grande dimensão paralisou o trânsito no centro da Chamusca e voltou a pôr em evidência os problemas de circulação e segurança na EN118, uma estrada cada vez mais degradada e pressionada pelo trânsito pesado no coração da vila.
O trânsito esteve parado no centro da vila da Chamusca na quinta-feira, 30 de Abril, devido à passagem de uma máquina agrícola de grandes dimensões. O episódio voltou a expor as dificuldades de circulação numa artéria central, onde a Estrada Nacional 118 atravessa toda a vila e continua a concentrar trânsito local, veículos pesados, maquinaria agrícola e circulação pedonal. A situação, que causou constrangimentos à circulação e obrigou os automobilistas a esperar pela passagem da máquina, reforça os alertas já noticiados por O MIRANTE sobre o estado e a pressão a que está sujeita a EN118.
Em Março deste ano, o nosso jornal dava conta da degradação do piso, com crateras, remendos sucessivos e sinais evidentes de desgaste junto aos Paços do Concelho, agravados pela passagem regular de veículos pesados, nomeadamente com destino ao Eco Parque do Relvão. O caso desta manhã mostra como a principal via da vila está longe de responder às necessidades actuais de mobilidade e segurança. A convivência diária entre moradores, comerciantes, ligeiros, pesados e maquinaria de grande dimensão transforma o centro da Chamusca num ponto crítico, onde qualquer ocorrência basta para bloquear a circulação. Enquanto a requalificação prometida pela Infraestruturas de Portugal continua sem avançar no terreno, a EN118 mantém-se como uma ferida aberta.


