Sociedade | 01-05-2026 12:00

Entroncamento quer avançar com guardas nocturnos e Polícia Municipal, mas processo vai demorar

Entroncamento quer avançar com guardas nocturnos e Polícia Municipal, mas processo vai demorar

Segurança voltou a marcar a reunião de câmara do Entroncamento, com o presidente Nelson Cunha a garantir que há passos concretos em curso para a criação de guardas nocturnos e da futura Polícia Municipal.

A segurança no concelho do Entroncamento voltou a estar em cima da mesa na última reunião camarária, onde se discutiram várias frentes consideradas sensíveis pelo executivo e pela oposição: a eventual implementação de guardas nocturnos, o ponto de situação da videovigilância e a criação da futura Polícia Municipal. As dúvidas foram levantadas sobretudo pelos vereadores da oposição, que pediram maior clareza sobre o andamento dos processos. Ricardo Antunes quis saber em que ponto está a criação dos guardas nocturnos, lembrando que o vice-presidente Hélder Gama já reuniu com a Associação Nacional de Guardas Nocturnos. O vereador questionou ainda se comerciantes, associações comerciais e empresários da zona industrial já foram chamados ao debate, defendendo que o Entroncamento pode vir a ser um caso-piloto bem-sucedido nesta área. Nelson Cunha explicou que a reunião realizada serviu como uma primeira abordagem para perceber o funcionamento deste modelo, as suas competências e os limites da actividade. Segundo o presidente da câmara, o objectivo é avaliar de que forma os guardas nocturnos podem responder às necessidades do concelho e articular-se com a futura Polícia Municipal e com a PSP.
Também Valter Bouça questionou o ponto de situação da Polícia Municipal, sublinhando que, ao fim de cinco meses de mandato, a única indicação dada pelo executivo foi a de que o processo está a ser estudado. O vereador quis ainda perceber se a futura polícia funcionará 24 horas por dia ou em horário diurno e se os agentes serão ou não armados. Nelson Cunha afirmou que os primeiros meses do mandato têm sido dedicados a desbloquear vários dossiês e garantiu que a Polícia Municipal continua a ser uma prioridade. Adiantou ainda que já está cabimentada a reabilitação da antiga esquadra da PSP, onde o município pretende instalar a futura Polícia Municipal, a Protecção Civil e a veterinária municipal, concentrando serviços num mesmo edifício. O autarca recordou, no entanto, que a criação de uma Polícia Municipal é um processo moroso, que pode demorar em média dois anos, insistindo que o executivo está a cumprir o calendário que definiu. Quanto à possibilidade de ser armada, Nelson Cunha admitiu preferir essa solução, mas defendeu que a decisão deve resultar de um consenso, tendo em conta as diferentes posições sobre o tema.

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