Ponte da Chamusca é um risco para a segurança das populações
Veículo dos bombeiros ficou retido em marcha de urgência na Ponte da Chamusca. A travessia entre a Golegã e a Chamusca deixou de ser apenas um problema diário para condutores: é hoje uma ameaça à segurança das populações e exige uma solução definitiva.
A imagem de um veículo dos bombeiros em marcha de urgência retido na Ponte da Chamusca na última semana foi difundida pelas redes sociais e o vídeo mais visto em O MIRANTE, com mais de 100 mil visualizações. Em poucos segundos de vídeo está exposto o resultado de anos de avisos, remendos e promessas adiadas, que deixaram de ser apenas um incómodo para passar a ser também uma ameaça à segurança das populações. “Quando um meio de socorro, chamado a responder a uma emergência, fica preso no mesmo funil que todos os dias rouba tempo, paciência e dinheiro a trabalhadores, empresas e famílias, já não estamos perante um simples constrangimento de circulação. Estamos perante uma falha estrutural, com consequências que podem ser dramáticas”, refere a O MIRANTE um dos utilizadores diários da travessia.
O MIRANTE tem noticiado, mais frequentemente nas últimas semanas, que a Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, entre a Golegã e a Chamusca, está a trabalhar muito para lá do razoável. As filas no sentido Golegã/Chamusca chegam aos dois quilómetros, os tempos de espera rondam os 50 minutos e a circulação continua condicionada por semáforos, piso degradado e acessos frágeis. Buracos, fissuras, vegetação nas bermas e a pressão diária de veículos pesados, muitos ligados ao Eco Parque do Relvão, são sinais evidentes de uma infraestrutura cansada e de uma região sem alternativa eficaz.
A cedência do talude, as interdições recentes e as medidas de mitigação adoptadas pela Infraestruturas de Portugal podem ter reduzido o risco imediato, mas não resolveram o essencial. A ponte reabre, o trânsito regressa, os condutores voltam às filas e a economia local continua refém de uma travessia centenária. Por isso, a nova ponte sobre o Tejo e a concretização do corredor A13/IC3 já não podem ser vistas como reivindicações locais. São necessidades regionais.


