Exercício com matérias perigosas testou resposta de emergência em Samora Correia
Cenário incluiu vítimas, derrame de combustível e componente criminal, exigindo resposta articulada no terreno.
Um simulacro de acidente rodoviário envolvendo o transporte de matérias perigosas mobilizou, na manhã de 15 de Abril, diversos meios de socorro na Estrada das Vagonetas, em Samora Correia. O exercício simulou a colisão entre um veículo ligeiro de passageiros e uma viatura cisterna, resultando em dois feridos graves: o condutor do pesado, em paragem cardiorrespiratória, que viria a falecer no local, e a condutora do ligeiro, que ficou encarcerada. A vítima do veículo ligeiro conseguiu contactar a GNR, que accionou os Bombeiros Voluntários de Samora Correia.
A operação envolveu operacionais de várias valências da GNR, dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, da Protecção Civil de Benavente e da empresa Atlantic Cargo, tendo como objectivo testar a capacidade de resposta dos meios de emergência e reforçar a coordenação entre entidades em cenários de protecção e socorro.
Segundo o comandante do Destacamento Territorial da GNR de Coruche, Sérgio Junqueira, o exercício assentou em quatro objectivos principais, desde a avaliação e adequação de meios até à gestão de um cenário que evoluiu para um acidente com componente criminal, após a introdução de uma vítima mortal. “Ainda não tínhamos começado já estávamos a tirar lições. Vamos analisar e aprender com este exercício”, afirmou a O MIRANTE.
O adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, Bruno Pereira, destacou as dificuldades associadas à presença de matérias perigosas, neste caso, gasóleo, sublinhando que o risco poderia ser superior se estivesse em causa gasolina. Durante o exercício, como salientou, ocorreram situações inesperadas, como a intervenção da equipa da empresa transportadora sem passagem pelo posto de comando, que acabou por resolver a fuga de combustível sem que, numa primeira fase, fosse identificado quem o tinha feito.
Os bombeiros optaram por uma retirada rápida da vítima encarcerada, face ao perigo existente, bem como pelo afastamento da vítima em paragem cardiorrespiratória para garantir condições de aplicação do suporte básico de vida.


