Sociedade | 07-05-2026 12:00

Cidadãos do Couço querem criar bombeiros para não ficarem longe do socorro

Cidadãos do Couço querem criar bombeiros para não ficarem longe do socorro
Paulo Rosado deu voz a grupo de cidadãos do Couço que pedem novas soluções para o socorro na localidade - foto O MIRANTE

A distância à sede de concelho, a ausência de uma secção de bombeiros há cerca de 15 anos e uma população envelhecida levaram um grupo de cidadãos do Couço a ponderar a criação de uma associação humanitária. Câmara de Coruche admite ser parceira no processo.

Um grupo de cidadãos do Couço está a mobilizar-se para encontrar uma solução que garanta melhores condições de socorro à população da freguesia, uma das mais afastadas da sede do concelho de Coruche. Em cima da mesa está a possibilidade de criação de uma secção de bombeiros municipais ou, num cenário mais ambicioso, a constituição dos Bombeiros Voluntários do Couço. A preocupação foi levada à Câmara Municipal de Coruche por Paulo Rosado, natural do Couço e actualmente residente no Fundão, que se apresentou como porta-voz de um grupo de cidadãos apartidários, disponíveis para colaborar com o município, a Protecção Civil e os eleitos locais. “O que me traz aqui são as preocupações das gentes de Coruche e do Couço. Vimos pedir ajuda para se criar uma possível secção dos bombeiros municipais no Couço ou a eventual criação dos bombeiros voluntários do Couço”, afirmou Paulo Rosado.
A freguesia do Couço é a sétima maior do país em área territorial, tem cerca de 2.500 habitantes e fica a aproximadamente 25 quilómetros de Coruche. Paulo Rosado sublinha que a distância, o envelhecimento da população e a inexistência de uma secção de bombeiros há cerca de 15 anos justificam uma resposta de proximidade. “O objectivo é criar soluções para o socorro da população do Couço”, disse a O MIRANTE.
O grupo reuniu a 3 de Abril com o presidente da Junta de Freguesia do Couço, Mário Afonso, que ficou responsável por tentar articular uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Nuno Azevedo, para apresentação de propostas. O autarca mostrou abertura para colaborar, caso os cidadãos avancem para a criação de uma associação humanitária. “Vejam da parte da câmara um parceiro se entenderem evoluir para uma associação humanitária. Colaboraremos na constituição da associação e na procura de instalações adequadas”, afirmou Nuno Azevedo, considerando que essa poderá ser “das melhores soluções neste momento para o Couço em termos de socorro”.
A par da falta de resposta de emergência, os cidadãos alertaram também para problemas de segurança na freguesia. Foram relatados desacatos recentes, com cafés e restaurantes a fecharem por receio de confrontos, e episódios de violência após um acidente. João Filipe, morador em Santo Antonino, questionou se não seria possível reforçar a presença da GNR no Couço. Nuno Azevedo reconheceu que a segurança é “uma preocupação grande” e admitiu que a falta de meios no terreno agrava o sentimento de impunidade. O presidente da câmara explicou que o posto territorial da GNR no Couço funciona sobretudo de forma administrativa, por falta de efectivos, e que a presença de militares no terreno é esporádica. “A distância, a tipologia de alguns comportamentos menos adequados e a falta de presença dissuasora acentuam o sentimento de impunidade”, afirmou o autarca, garantindo que o município tem manifestado a sua preocupação junto da tutela e da GNR, até agora sem resultados práticos.

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