Transportes para colectividades geram troca de críticas em Benavente
A demora na confirmação de transporte municipal para actividades de colectividades voltou a expor fragilidades na gestão dos meios da Câmara de Benavente e motivou uma troca de críticas entre oposição e executivo.
O Rancho Típico Saia Rodada, de Benavente, perdeu dois festivais por falta de resposta da Câmara Municipal de Benavente a pedidos de transporte enviados desde 20 de Fevereiro, denunciou o vereador socialista Pedro Gameiro na reunião do executivo de 20 de Abril. O eleito do PS afirmou que a colectividade procedeu como fazia habitualmente, enviando pedidos por email, mas que, ao contrário do que sucedia no anterior executivo, não recebeu qualquer resposta em tempo útil. Pedro Gameiro criticou o silêncio da autarquia e considerou que a confirmação apenas 15 dias antes dos eventos é insuficiente para associações que precisam de assumir compromissos com antecedência, sobretudo quando estão em causa festivais fora do concelho. “Em cima da hora as coisas tornam-se muito difíceis de resolver”, afirmou, lembrando que o rancho tinha cerca de dez actuações previstas.
O vice-presidente da câmara, Paulo Abreu, eleito pela Aliança Democrática, garantiu que os procedimentos não foram alterados e explicou que a confirmação dos transportes é dada 15 dias antes das actividades, período durante o qual a autarquia gere todos os pedidos recebidos. Sobre os ensaios do rancho, que também motivaram dúvidas da oposição, Paulo Abreu esclareceu que o caso está relacionado com o horário solicitado, alegadamente até às duas da manhã, e com a necessidade de avaliar juridicamente situações de ruído após as 22 ou 23 horas. Hélio Justino, vereador da CDU, contrapôs que, no passado, a câmara dava respostas antecipadas em situações específicas, nomeadamente quando ranchos folclóricos ou bandas filarmónicas tinham de confirmar presença em festivais noutras regiões do país.
O vereador Frederico Colaço Antunes, eleito pelo Chega e responsável pelos pelouros da mobilidade e transportes, enquadrou o problema na falta de meios. Segundo disse, o município dispõe de três autocarros, mas um deles circula a uma velocidade muito reduzida, ficando apenas dois em utilização regular. O autarca defendeu a reactivação da viatura mais antiga para transporte de adultos e admitiu que a compra de um novo autocarro poderá ser necessária, embora difícil de concretizar este ano. Frederico Colaço Antunes defendeu ainda a revisão do protocolo de utilização dos autocarros municipais, datado de 1982, por considerar que já não responde às necessidades actuais.


