Sociedade | 10-05-2026 10:00

Acesso principal a Minde fechado revolta população e desgasta estrada alternativa

Acesso principal a Minde fechado revolta população e desgasta estrada alternativa
Estrada secundária revela limitações face ao aumento de tráfego, sobretudo de pesados - foto DR

Encerramento do principal acesso a Minde, a partir da EN243 e da A23, está a revoltar a população, obrigada a fazer desvios por Alcanena ou por estradas alternativas sem condições para o aumento de trânsito e circulação de pesados.

O encerramento do principal acesso a Minde, a partir da Estrada Nacional 243, para quem sai da A23, está a gerar forte contestação entre a população e os condutores que habitualmente usam aquela ligação. A situação foi denunciada a O MIRANTE por um leitor, que alerta para os transtornos causados pelo corte da via e para a falta de informação sobre prazos e soluções.
Segundo o relato, quem antes fazia o percurso até Minde em poucos minutos, seguindo pela zona do restaurante Cabaças, vê-se agora obrigado a dar uma volta por Alcanena ou a utilizar uma estrada alternativa que liga à zona de Casais Robustos, já perto da vila. A alternativa, no entanto, não foi pensada para suportar o actual volume de trânsito, muito menos a circulação frequente de pesados.
O morador sublinha que a estrada é estreita, com dificuldades evidentes para o cruzamento de dois camiões, sobretudo quando um segue a subir e outro a descer. O aumento da circulação está a provocar desgaste acelerado do piso e a agravar as condições de segurança. “Aquilo não é estrada para camiões”, resume, dando voz ao descontentamento que diz ouvir diariamente em cafés e conversas na vila. A população critica ainda o facto de não existirem explicações públicas do executivo municipal sobre o motivo da demora no início das obras, nem indicação clara sobre quando o acesso principal será reposto. Para quem trabalha, estuda ou se desloca regularmente entre Minde e Torres Novas, por exemplo, os minutos a mais em cada viagem representam um incómodo diário que se soma à sensação de abandono, refere o munícipe.

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