Sociedade | 11-05-2026 10:39

Camiões com lamas de aterro continuam a deixar rasto de poluição e indignação na Chamusca

Camiões com lamas de aterro continuam a deixar rasto de poluição e indignação na Chamusca

Estradas do concelho da Chamusca voltaram a ficar marcadas pela passagem de camiões ligados ao Eco Parque do Relvão, na Carregueira. Entre maus-cheiros, lamas espalhadas no asfalto e trânsito condicionado, a população continua a pagar a factura de um problema que se arrasta há mais de duas décadas.

Os camiões que seguem para o Eco Parque do Relvão, ou que dele saem, continuam a deixar um rasto visível e incómodo, sobretudo, nas localidades do concelho da Chamusca. A imagem de lamas espalhadas na via pública voltou a alimentar a revolta de moradores que há anos convivem com maus-cheiros, poeiras, ruído e com a passagem constante de veículos pesados pelo interior das povoações.
A situação é particularmente sentida na vila da Chamusca e na Carregueira, localidade mais próxima do complexo onde estão instaladas várias empresas de tratamento e valorização de resíduos. Em causa não está apenas a sujidade deixada no pavimento, mas também a sensação de abandono de quem vive junto a uma rota usada diariamente por camiões carregados de resíduos, alguns deles perigosos, que atravessam estradas estreitas e zonas habitadas como se nada fosse. Assim como o facto da sua passagem estar a deteriorar a Estrada Nacional 118 (EN 118) que, segundo promessa feita há mais de um ano, tem intervenção de melhoria da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.
Moradores têm-se queixado de não poder abrir janelas devido ao cheiro intenso que fica no ar depois da passagem dos pesados. Outros apontam para a lama e resíduos que ficam no piso, aumentando a degradação da imagem urbana e levantando preocupações ambientais e de segurança rodoviária. O problema torna-se ainda mais grave quando há viaturas que circulam sem a carga devidamente acondicionada ou tapada, segundo relatos de alguns munícipes.
O Eco Parque do Relvão foi apresentado como uma solução estratégica para o tratamento de resíduos, mas para a população da Chamusca continua a representar um pesado fardo no quotidiano. A promessa da construção do IC3/A13, que retiraria parte significativa do tráfego pesado do centro das localidades, continua por cumprir, deixando moradores, autarcas e empresas presos a um impasse antigo. Recentemente foi aprovado um estudo prévio de mais de um milhão de euros para resolver o problema.

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