Mãe mantém filho em casa após alegadas ameaças na Escola Secundária de Coruche
Aluno de 14 anos, que frequenta o 8.º ano, terá sido alvo de intimidações desde 12 de Abril. Encarregada de educação apresentou queixa na GNR de Coruche e diz que ainda não recebeu garantias para o regresso do filho às aulas.
Uma mãe de Coruche tem optado por deixar o filho em casa por receio de novas ameaças na Escola Secundária de Coruche. O aluno, de 14 anos, frequenta o 8.º ano e, segundo a encarregada de educação, tem sido alvo de intimidações desde 12 de Abril.
Micaela Teixeira afirma que comunicou a situação à directora de turma por correio electrónico no dia 24 de Abril. Quatro dias depois, a 28 de Abril, apresentou queixa na GNR de Coruche, depois de o filho ter chegado a casa muito nervoso e em lágrimas, relatando que um amigo lhe dissera que alguns jovens estariam a planear agredi-lo no balneário do Coruchense. De acordo com a mãe, nessa conversa terá sido referido que um deles levaria “a faca se for preciso”.
A encarregada de educação diz que, nesse mesmo dia, falou telefonicamente com elemento da Escola Segura, uma vez que esta não se encontrava no posto quando se deslocou à GNR. Segundo Micaela Teixeira, foi-lhe transmitido que a participação seguiria directamente para o Ministério Público. A mãe afirma também que enviou correio electrónico para o DIAP de Coruche e para o DIAP de Santarém.
Segundo a versão da encarregada de educação, a situação agravou-se no dia 30 de Abril. O filho telefonou-lhe a dizer que os jovens tinham uma faca e que o estavam a ameaçar com esse objecto e com um cinto. Micaela Teixeira diz que contactou de imediato a GNR e se deslocou à escola.
A mãe refere ainda que os jovens em causa andariam “fugidos” dentro do recinto escolar e que entravam e saíam por uma zona da rede que estaria cortada num ponto menos visível. Segundo a encarregada de educação, acabou por comparecer no local um militar da GNR, que tomou nota da ocorrência e das identificações dos jovens envolvidos.
Micaela Teixeira afirma que, até ao momento, não foi contactada pela direcção da escola, apesar de ter enviado vários correios electrónicos. Sem resposta e sem garantias concretas de segurança, entende que o filho não pode regressar às aulas em condições normais.
O aluno encontra-se em casa, por não estar bem emocional e psicologicamente, refere a mãe. Ainda assim, a encarregada de educação levou-o à escola para entregar um trabalho de grupo e para realizar um teste, tentando evitar maiores prejuízos no percurso escolar.
Na sequência desta situação, o menor está a ser acompanhado em psicologia numa clínica em Santarém. Micaela Teixeira diz querer agora saber que medidas serão tomadas para garantir a segurança do filho e que consequências poderão existir para os jovens alegadamente envolvidos nas ameaças.
O MIRANTE contactou o Agrupamento de Escolas de Coruche e a GNR de Coruche, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.


