Sociedade | 11-05-2026 15:42

Mãe mantém filho em casa após alegadas ameaças na Escola Secundária de Coruche

Mãe mantém filho em casa após alegadas ameaças na Escola Secundária de Coruche
Foto DR

Aluno de 14 anos, que frequenta o 8.º ano, terá sido alvo de intimidações desde 12 de Abril. Encarregada de educação apresentou queixa na GNR de Coruche e diz que ainda não recebeu garantias para o regresso do filho às aulas.

Uma mãe de Coruche tem optado por deixar o filho em casa por receio de novas ameaças na Escola Secundária de Coruche. O aluno, de 14 anos, frequenta o 8.º ano e, segundo a encarregada de educação, tem sido alvo de intimidações desde 12 de Abril.
Micaela Teixeira afirma que comunicou a situação à directora de turma por correio electrónico no dia 24 de Abril. Quatro dias depois, a 28 de Abril, apresentou queixa na GNR de Coruche, depois de o filho ter chegado a casa muito nervoso e em lágrimas, relatando que um amigo lhe dissera que alguns jovens estariam a planear agredi-lo no balneário do Coruchense. De acordo com a mãe, nessa conversa terá sido referido que um deles levaria “a faca se for preciso”.
A encarregada de educação diz que, nesse mesmo dia, falou telefonicamente com elemento da Escola Segura, uma vez que esta não se encontrava no posto quando se deslocou à GNR. Segundo Micaela Teixeira, foi-lhe transmitido que a participação seguiria directamente para o Ministério Público. A mãe afirma também que enviou correio electrónico para o DIAP de Coruche e para o DIAP de Santarém.
Segundo a versão da encarregada de educação, a situação agravou-se no dia 30 de Abril. O filho telefonou-lhe a dizer que os jovens tinham uma faca e que o estavam a ameaçar com esse objecto e com um cinto. Micaela Teixeira diz que contactou de imediato a GNR e se deslocou à escola.
A mãe refere ainda que os jovens em causa andariam “fugidos” dentro do recinto escolar e que entravam e saíam por uma zona da rede que estaria cortada num ponto menos visível. Segundo a encarregada de educação, acabou por comparecer no local um militar da GNR, que tomou nota da ocorrência e das identificações dos jovens envolvidos.
Micaela Teixeira afirma que, até ao momento, não foi contactada pela direcção da escola, apesar de ter enviado vários correios electrónicos. Sem resposta e sem garantias concretas de segurança, entende que o filho não pode regressar às aulas em condições normais.
O aluno encontra-se em casa, por não estar bem emocional e psicologicamente, refere a mãe. Ainda assim, a encarregada de educação levou-o à escola para entregar um trabalho de grupo e para realizar um teste, tentando evitar maiores prejuízos no percurso escolar.
Na sequência desta situação, o menor está a ser acompanhado em psicologia numa clínica em Santarém. Micaela Teixeira diz querer agora saber que medidas serão tomadas para garantir a segurança do filho e que consequências poderão existir para os jovens alegadamente envolvidos nas ameaças.
O MIRANTE contactou o Agrupamento de Escolas de Coruche e a GNR de Coruche, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.

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