Nuno Catorze lidera nova especialidade médica que vai marcar futuro das urgências
Nuno Catorze, director do Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da ULS Médio Tejo, foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos. Eleição marca arranque formal de uma nova especialidade médica em Portugal e reforça presença da região em decisões estruturantes para o futuro do SNS.
Nuno Catorze foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos, assumindo a liderança do órgão técnico da nova especialidade médica. O médico, que dirige o Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, passa assim a estar na primeira linha da estruturação de uma área considerada decisiva para a resposta urgente e emergente no país. A criação deste colégio representa uma nova etapa na consolidação da Medicina de Urgência e Emergência em Portugal, uma especialidade criada para responder com formação própria, diferenciação técnica e organização específica aos desafios colocados aos serviços de urgência, tanto no contexto hospitalar como pré-hospitalar.
Sob o lema “Medicina de Urgência e Emergência: consolidar a identidade, liderar o futuro”, a direcção liderada por Nuno Catorze defende que a criação da especialidade não deve ser vista como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova fase. Entre as prioridades estão a formação exigente dos futuros especialistas, a melhoria dos circuitos assistenciais, a redução dos tempos de permanência nos serviços de urgência, a valorização da carreira médica, a protecção dos profissionais face ao desgaste e a integração da inovação tecnológica como apoio à decisão clínica e à segurança dos doentes. A nova especialidade pretende afirmar-se na abordagem dos momentos mais críticos da vida dos doentes, com competências próprias no diagnóstico, na decisão terapêutica, na estabilização clínica e na articulação entre o pré-hospitalar, o serviço de urgência e as restantes áreas hospitalares.
Para a ULS Médio Tejo, a eleição de Nuno Catorze tem particular significado institucional. O médico desenvolve há quase 18 anos uma parte relevante do seu percurso profissional naquela unidade, onde tem assumido responsabilidades clínicas e de direcção em áreas ligadas à resposta ao doente crítico. Médico intensivista, tem uma carreira marcada pela Medicina Intensiva e pela resposta urgente e emergente. O seu percurso ganhou especial visibilidade durante a pandemia, período em que teve um papel central na organização da resposta em cuidados intensivos, na adaptação de circuitos e na protecção de doentes e profissionais. A eleição reforça ainda a presença da ULS Médio Tejo em áreas centrais da Medicina portuguesa e da regulação profissional médica. A instituição tem também nos seus quadros Carlos Cortes, actual bastonário da Ordem dos Médicos.
“A escolha de Nuno Catorze para liderar o primeiro Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência é motivo de enorme orgulho para a ULS Médio Tejo e para toda a região. Reconhece o percurso individual do Dr. Nuno Catorze, mas também o trabalho das nossas equipas, que todos os dias asseguram uma resposta urgente e emergente exigente, humana e tecnicamente diferenciada”, afirma Casimiro Ramos, presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo.
Nuno Catorze encara a nova responsabilidade como uma missão colectiva. “A Medicina de Urgência e Emergência nasce para responder a uma necessidade concreta do país: formar médicos com competências específicas para a abordagem do doente urgente e emergente, reforçando a segurança, a organização e a qualidade da resposta. Esta eleição representa uma enorme responsabilidade e é também o reconhecimento de um trabalho feito por muitas equipas, ao longo de muitos anos. A partir do Médio Tejo, continuaremos a contribuir para consolidar esta especialidade com rigor, humanidade e compromisso com o SNS”, afirma.


