Sociedade | 12-05-2026 17:18

Nuno Catorze lidera nova especialidade médica que vai marcar futuro das urgências

Nuno Catorze lidera nova especialidade médica que vai marcar futuro das urgências

Nuno Catorze, director do Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da ULS Médio Tejo, foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos. Eleição marca arranque formal de uma nova especialidade médica em Portugal e reforça presença da região em decisões estruturantes para o futuro do SNS.

Nuno Catorze foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos, assumindo a liderança do órgão técnico da nova especialidade médica. O médico, que dirige o Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, passa assim a estar na primeira linha da estruturação de uma área considerada decisiva para a resposta urgente e emergente no país. A criação deste colégio representa uma nova etapa na consolidação da Medicina de Urgência e Emergência em Portugal, uma especialidade criada para responder com formação própria, diferenciação técnica e organização específica aos desafios colocados aos serviços de urgência, tanto no contexto hospitalar como pré-hospitalar.
Sob o lema “Medicina de Urgência e Emergência: consolidar a identidade, liderar o futuro”, a direcção liderada por Nuno Catorze defende que a criação da especialidade não deve ser vista como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova fase. Entre as prioridades estão a formação exigente dos futuros especialistas, a melhoria dos circuitos assistenciais, a redução dos tempos de permanência nos serviços de urgência, a valorização da carreira médica, a protecção dos profissionais face ao desgaste e a integração da inovação tecnológica como apoio à decisão clínica e à segurança dos doentes. A nova especialidade pretende afirmar-se na abordagem dos momentos mais críticos da vida dos doentes, com competências próprias no diagnóstico, na decisão terapêutica, na estabilização clínica e na articulação entre o pré-hospitalar, o serviço de urgência e as restantes áreas hospitalares.
Para a ULS Médio Tejo, a eleição de Nuno Catorze tem particular significado institucional. O médico desenvolve há quase 18 anos uma parte relevante do seu percurso profissional naquela unidade, onde tem assumido responsabilidades clínicas e de direcção em áreas ligadas à resposta ao doente crítico. Médico intensivista, tem uma carreira marcada pela Medicina Intensiva e pela resposta urgente e emergente. O seu percurso ganhou especial visibilidade durante a pandemia, período em que teve um papel central na organização da resposta em cuidados intensivos, na adaptação de circuitos e na protecção de doentes e profissionais. A eleição reforça ainda a presença da ULS Médio Tejo em áreas centrais da Medicina portuguesa e da regulação profissional médica. A instituição tem também nos seus quadros Carlos Cortes, actual bastonário da Ordem dos Médicos.
“A escolha de Nuno Catorze para liderar o primeiro Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência é motivo de enorme orgulho para a ULS Médio Tejo e para toda a região. Reconhece o percurso individual do Dr. Nuno Catorze, mas também o trabalho das nossas equipas, que todos os dias asseguram uma resposta urgente e emergente exigente, humana e tecnicamente diferenciada”, afirma Casimiro Ramos, presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo.
Nuno Catorze encara a nova responsabilidade como uma missão colectiva. “A Medicina de Urgência e Emergência nasce para responder a uma necessidade concreta do país: formar médicos com competências específicas para a abordagem do doente urgente e emergente, reforçando a segurança, a organização e a qualidade da resposta. Esta eleição representa uma enorme responsabilidade e é também o reconhecimento de um trabalho feito por muitas equipas, ao longo de muitos anos. A partir do Médio Tejo, continuaremos a contribuir para consolidar esta especialidade com rigor, humanidade e compromisso com o SNS”, afirma.

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