Comunidades intermunicipais e politécnicos reunidos para reforçar ligações
Encontro decorreu numa altura em que a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e o Politécnico de Santarém têm vindo a trabalhar com o Ministério da Educação tendo como meta a criação da Universidade Politécnica do Ribatejo.
Os presidentes das Comunidades Intermunicipais (CIM) da Lezíria do Tejo, João Leite, e do Médio Tejo, Manuel Valamatos, e os presidentes dos Institutos Politécnicos de Santarém, João Moutão, e de Tomar, João Coroado, estiveram reunidos na noite de quarta-feira, 13 de Maio, numa sessão de trabalho.
Uma reunião cuja realização foi divulgada posteriormente por João Leite, também presidente da Câmara de Santarém. “Foi um encontro marcado pela partilha de ideias, pela visão estratégica e pela convicção de que o futuro das nossas regiões passa, cada vez mais, pela ligação entre o poder local e a academia”, afirmou o autarca, sublinhando que “as comunidades intermunicipais têm um papel fundamental na construção de políticas territoriais integradas e o ensino superior é um parceiro indispensável para pensar desafios como a qualificação, a inovação, a fixação de talento e o desenvolvimento económico e social”.
“Continuaremos a trabalhar em conjunto para criar mais oportunidades para os nossos territórios e para as novas gerações”, acrescentou João Leite na publicação divulgada nas redes sociais. Isto numa altura em que a CIM da Lezíria do Tejo e o Politécnico de Santarém têm vindo a desenvolver contactos e esforços junto do Ministério da Educação tendo como meta a criação da Universidade Politécnica do Ribatejo. O anúncio desse propósito foi feito em Santarém durante a cerimónia de entrega de condecorações municipais a diversas personalidades e instituições, no dia 19 de Março. O autarca sublinhou que esse objectivo foi inspirado no sonho do historiador e académico Joaquim Veríssimo Serrão, homenageado a título póstumo nessa sessão.
Na altura, João Leite vincou que se trata de uma ambição dos onze municípios da Lezíria do Tejo, lembrando que a nova NUT II (nomenclatura de unidade territorial para fins estatísticos) do Oeste e Vale do Tejo é a única do país que não tem uma universidade, pelo que considera essa pretensão “também uma afirmação de justiça territorial e de coesão nacional”.


