Sociedade | 14-05-2026 18:00

Talude que desmoronou junto ao tribunal de Torres Novas com projecto à espera que obra avance

Talude que desmoronou junto ao tribunal de Torres Novas com projecto à espera que obra avance

Parte da rua junto ao talude e tribunal da cidade está há três meses interditada ao trânsito por questões de segurança e para desagrado de moradores. Presidente do município diz que já há projectos para estabilizar a barreira e espera que a obra avance ainda este mês.

A derrocada no talude situado nas traseiras do Tribunal de Torres Novas, provocada pelas tempestades Kristin e Marta, continua, três meses depois, a causar constrangimentos naquela zona da cidade. A artéria permanece cortada por razões de segurança, perante o risco de novo desmoronamento da barreira que separa o edifício judicial das habitações do início da Rua Dr. José Lopes Shiapa Faro e Silva. O assunto foi levantado por uma munícipe, que questionou o presidente da câmara sobre a demora na reabertura e sobre a falta de estacionamento, agravada pela ausência de marcação de lugares.

José Trincão Marques reconheceu que a situação não está ainda resolvida, ressalvando que a autarquia não tem, sozinha, a chave para desbloquear o problema. Ainda há umas semanas, referiu, o município recebeu uma “comunicação do Ministério da Justiça para se tratar da execução da obra, mas não está ainda começada”. O autarca sublinhou que já existem projectos para a reparação do talude e disse esperar que, durante este mês de Maio, a intervenção avance.

O caso remonta à madrugada de 7 de Fevereiro, quando uma secção do talude, com cerca de 15 metros de extensão e altura, colapsou após vários dias de chuva intensa. Na altura, três habitações foram evacuadas preventivamente, o tribunal ficou sem utilização normal e o (Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) recomendou medidas cautelares imediatas. Como O MIRANTE noticiou, a primeira fase de consolidação chegou a ser dada como concluída, com apoio dos militares do Regimento de Engenharia n.º 1, que colocaram telas de impermeabilização e executaram trabalhos de emergência.

Mas falta a consolidação definitiva e até acontecer o problema vai continuar a condicionar a vida de quem mora e circula naquela zona. O tribunal, recorde-se, estava já em obras quando ocorreu a derrocada e, segundo o presidente da câmara, essas intervenções não podem ser concluídas “da forma que pretendiam” enquanto o talude não estiver estabilizado. “O perigo de ruína ou desmoronamento não é só para a parte do tribunal como para as casas do início da rua”, justificou na última reunião pública do executivo camarário, explicando que o corte se mantém para evitar um acidente com pessoas ou bens.

O autarca insistiu que a solução terá de resultar de uma acção concertada entre o município, a administração distrital dos tribunais e o Ministério da Justiça. “Não depende só de nós”, afirmou, garantindo que a câmara tem mantido contactos com as entidades envolvidas e que o Ministério da Justiça também tem interesse em resolver o impasse.

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