Sociedade | 15-05-2026 15:00

Entroncamento sem técnicos suficientes para apoiar crianças com necessidades especiais

Entroncamento sem técnicos suficientes para apoiar crianças com necessidades especiais

Fernanda Alves alertou para a falta de respostas no apoio educativo, sobretudo na terapia da fala. Nelson Cunha reconheceu o problema e garantiu que a câmara quer reforçar as equipas multidisciplinares com técnicos especializados.

As dificuldades no acompanhamento de crianças com necessidades educativas especiais no Agrupamento de Escolas do Entroncamento estiveram em destaque na reunião de câmara. A vereadora Fernanda Alves (PS) chamou a atenção para a falta de respostas especializadas para alunos com necessidades específicas, nomeadamente ao nível da terapia da fala, e questionou o executivo sobre as soluções que estão a ser estudadas. A autarca começou por perguntar como está a funcionar a equipa multidisciplinar de apoio às famílias existente no município, sublinhando que o número de alunos com necessidades educativas especiais tem vindo a aumentar no agrupamento. Fernanda Alves destacou, em particular, as dificuldades no acompanhamento de crianças com autismo e a falta de terapeutas da fala, considerando que a situação exige uma resposta mais estruturada. “Temos muitos alunos no agrupamento com necessidades educativas especiais, que poderão aumentar nos anos seguintes”, afirmou, perguntando se a câmara está a preparar algum programa de apoio ou medida concreta para reforçar a intervenção junto das crianças e das famílias.
O presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, reconheceu as preocupações levantadas e admitiu que a falta de respostas especializadas é uma realidade que ultrapassa o concelho, sendo também um problema nacional. Ainda assim, garantiu que o município está a trabalhar em articulação com o agrupamento de escolas para encontrar soluções que permitam reforçar as equipas multidisciplinares. Nelson Cunha adiantou que a autarquia pretende criar margem financeira para contratar técnicos especializados, incluindo na área da terapia da fala. “Queremos reforçar as equipas, mas há alguns pontos que queremos modificar, que nos dê alguma almofada financeira para técnicos especializados e terapia da fala”, afirmou, acrescentando que estão em curso conversações com a vereadora da Educação, Maria Figueira, e com o agrupamento escolar.

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