Sociedade | 15-05-2026 12:00

Intempéries atrasam obra da nova USF de Alpiarça por mais de um mês

obras capacetes
foto ilustrativa

Empreitada sofreu suspensão parcial devido aos prejuízos causados pelo mau tempo em empresas envolvidas nos trabalhos. Câmara aponta para mudança gradual dos serviços no início de Junho, embora a inauguração oficial possa acontecer mais tarde.

A construção da nova Unidade de Saúde Familiar de Alpiarça sofreu uma suspensão parcial de 34 dias devido aos efeitos das intempéries registadas no final de Janeiro e durante o mês de Fevereiro, que afectaram empresas envolvidas na empreitada, nomeadamente na área da carpintaria. A Câmara Municipal de Alpiarça aprovou por unanimidade, na reunião de 27 de Abril, a ratificação do despacho que determinou a interrupção parcial dos trabalhos. A explicação foi dada pelo vice-presidente da autarquia, João Formiga, que substituiu a presidente da câmara na reunião. Segundo o autarca, as condições meteorológicas adversas provocaram constrangimentos em empresas da zona Oeste e de Leiria, com impacto directo no andamento da obra.
Os atrasos incidiram sobretudo nos trabalhos de carpintaria, na montagem de equipamentos dependentes desses elementos e na finalização do reservatório de segurança contra incêndios. Ainda assim, João Formiga garantiu que a autarquia está a preparar a transferência gradual dos serviços para o novo edifício, que poderá ocorrer no início de Junho. A inauguração oficial deverá ficar para uma fase posterior. O vice-presidente sublinhou que, mesmo com a obra fisicamente concluída, a mudança dos serviços depende da articulação com a Unidade Local de Saúde e com os serviços centrais do Ministério da Saúde.
O vereador Mário Pereira considerou justificadas as razões apresentadas pela autarquia, reconhecendo que as intempéries tiveram impacto na região e, em particular, no local de origem da empresa responsável por parte dos trabalhos. Ainda assim, o eleito comunista deixou um reparo político à gestão dos prazos das obras municipais. “Há muitas obras em curso e não há nenhuma que não tenha tido já um conjunto de dias considerável de prorrogação e de atraso na sua execução”, afirmou Mário Pereira.

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