Falta de respostas da Câmara de Alenquer motiva críticas de presidente da junta
Interdição da Estrada de Albarróis está a deixar alunos sem transporte escolar. Presidente da União de Freguesias de Alenquer lamenta ausência de respostas formais do município e exige soluções para problemas nas escolas da freguesia.
A falta de resposta da Câmara Municipal de Alenquer a vários problemas que afectam a União de Freguesias de Alenquer motivou críticas do presidente da junta, Micael Correia, durante a assembleia municipal. O autarca, também eleito municipal pelo PSD, considerou que a comunicação institucional “carece de revisão” e apontou casos concretos em que diz não obter resposta formal por parte do município. Um dos problemas levantados prende-se com a Estrada de Albarróis, EM 126, que continua interdita à circulação de viaturas pesadas e autocarros. A situação está a afectar directamente os alunos, que deixaram de ter transporte escolar naquela zona, obrigando os pais a assegurarem as deslocações em viatura própria.
Micael Correia criticou ainda a situação da Escola da Vila, que continua sem climatização adequada e a necessitar de novas portas e janelas. “Mando e-mails para a câmara e não recebo resposta formal. A informação que tenho é que não prevêem a colocação de ar condicionado. Vou seguir a recomendação da bancada do PS na assembleia de freguesia, que disse para não ser a junta a instalar o equipamento, uma vez que tem de ser o município”, afirmou. O presidente da União de Freguesias de Alenquer chamou também a atenção para a escola de Cheganças, onde os toldos que servem de telheiro não garantem condições adequadas aos alunos em dias de chuva.
Na resposta, o presidente da Câmara de Alenquer, João Nicolau, garantiu que a Estrada de Albarróis vai ser reparada e adiantou que o processo de contratação pública deverá ser publicado brevemente em Diário da República. Quanto à Escola da Vila, o autarca explicou que o município candidatou o estabelecimento de ensino a obras de melhoria da eficiência energética, estando agora a aguardar a aprovação da OesteCIM e da CCDR. Sobre a escola de Cheganças, o presidente defendeu que há outros estabelecimentos de ensino no concelho em situação mais grave e que devem ser considerados prioritários. Deu como exemplos Aldeia Gavinha, que deixou de ter escola, e a escola básica do 1.º ciclo da Pocariça.


